Jun 29.09 | Todas esas palabras que no me dijiste
Papelitos en las paredes é uma intervenção pública da Pilar López que faz parte do Autonomous public art workshop, Madrid. Achado no Rebelart.
Me lembra quando era pequena e deixava coisas escritas nas casas onde morava… Toda vez que a gente ia se mudar eu escrevia uns papéis e colocava dentro dos espelhinhos de luz da casa ou escrevia direto nas gavetas dos armários imbutidos. Me pergunto o que passou na cabeça de quem os encontrou.
E quem nunca chutou folhas de cadernos na rua e agachou para ler algo íntimo de outra pessoa? Ou achou um caderninho azul com anotações bobas mas que para o proprietário faria todo o sentido da vida?
Jun 03.09 | madrasta natureza II

Ou “o que fazer com tando lixo?”. É mais ou menos a proposta da mostra The SMART Art ‘Trash into Treasure’ que acontece em SF, USA.“Competition was launched earlier this year with the goal to show the world that discarded items can be re-designed, re-used and re-thought into works of art and every day functional items.”
via Fecal Face
Jun 02.09 | punking paris hilton
Te amo Banksy, sensacional!
Mai 28.09 | aspas

Em um mundo em que o que mais se faz necessário são reformas, design é um agente da mudança social. Segundo Bruno Latour, não no sentido de tábula rasa, de destruir tudo para criar do nada, mas no sentido de redesenho.
Mai 28.09 | aspas

Tirada da aula incrível do João de Souza Leite ontem.
O autor das aspas parece ser Anthon Beeke.
Mai 27.09 | pedalinhos:
toda última sexta-feira do mês tem bicicletada a partir das 18h (saída às 20h) na Praça do Ciclista, Av. Paulista. Já tá sabendo? Então vá.

ilustra do Andy Miller que achei no Booom!
Mai 22.09 | a multiartista
A primeira coisa que vi feita pela Diana Tavares foi uma de suas camisetas pintadas à mão. Achei incrível. Em todos os seus trabalhos podemos encontrar o desenho de um copinho americano que é sua assinanatura. Seus desenhos têm um quê de Radiohead experimental que me encantam mas o que mais facina é o fato dela ser uma multiartista, uma pessoa que busca o máximo de suas potencialidades, como diriam os filósofos da escola de Frankfurt, hehe! Formada em história, ela é chefe de cozinha, já trabalhou em diversos restaurantes, faz camisetas, pinta o que encontra colocando sua marca no mundo. Queria ver um muro inteiro com seus desenhos e um restaurante fofo com suas comidas que, aliás, ela compartilha colocando as receitas em seu blog de culinária: www.dianatavares.blogspot.com

As imagens acima são os copos lindos que ganhei de presente e que vieram dentro de uma caixa pintada à mão. E abaixo uma bicicleta também pintada por ela. Cliquem nas imagens para ver mais!
Mai 21.09 | é importante definir?
Ou quando definimos o conceito de design acabamos delimitando demais suas fronteiras? Por que a obsessão de ficarmos sempre tentando encaixotar os conceitos? Se é arte, design, ou se não é.
O professor João de Souza Leite falou certa vez que não tem problema essa coisa de usar design pra tudo… Hair designer, eyebrow designer etc. Não somos donos da palavra, ela existe e as pessoas usam como querem. Mas por que isso incomoda tando os designers? Acho que a maioria tem na cabeça um conceito encaixotado e rechaça o que não cabe dentro com veemência e medo de algum outro teórico vir e destruir com as barreiras do entendimento que ele tinha por design. Coisa que deve acontecer com frequência.Segundo William Miller a definição é importante pois “sem uma clara compreensão sobre o que desejamos significar por design, nos tornamos vítimas do pensamento arbitrário e de estilos”. Além disso ele diz adotarmos “noções variadas e deturpadas a respeito de estética, forma e função, enunciada por outros”.
É aquele velho papo dos diluidores que acham uma coisa bacana e saem por aí reaplicando formalmente sem saber direito o discurso imbuído no original.Pra finalizar a definição do mesmo teórico William R. Miller e um trabalho dos artistas/designers Detanico e Lain:
“
Design é o processo de pensamento que compreende a criação de alguma coisa.

Utopia (2001-2003) – Detanico e Lain. Tipografia que retrata a combinação de arquitetura modernista e ocupação informal encontrada em grandes cidades brasileiras. Poster publicado para a 9a. Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza, Pavilhão Brasileiro.
Mai 17.09 | construção

“Construction Materials Dijon”, 2004
“Construction materials water tower”, Phalsburg 2000Da mesma artista que na Bienal da Lisette fez o guia de terrenos baldios de São Paulo. Agora discutindo o espaço construído mostrando a quantidade de materiais de construção usados no espaço exibido.
via VVORK.
Abr 22.09 | pedra sobre pedra
Em uma aula, sendo perguntado sobre o significado de ‘arte’, o Agnaldo Farias mencionou o poema “Catar Feijão” do João Cabral sobre como as coisas estão aí como pedras e os artistas as tornam visíveis. Segundo ele “o artista dá a ver o problema, traz à tona aquilo que fica submerso para outros…”. Logicamente foi lembrado em aula a “pedra no caminho” do Drummond, mas o que me veio à cabeça na hora foi a música do Caetano “If you hold a stone”.
Fui procurar alguma coisa sobre essa música e fiquei surpresa ao ler um trecho do Verdade Tropical onde o Caetano fala que a música é uma homenagem ao trabalho da Lygia Clark. Achei curioso essas sincronias… pedras e arte. Abaixo o trecho do livro do Caetano e o poema Catar Feijão.
“
Lembro nitidamente a menção da palavra pedra na descrição que Sônia fez do que viu de Lygia numa grande exposição coletiva do MAMB que eu, não sei por quê, não visitei. Parece-me que ela – que estava terminando um quadro abstrato que me parecia belo e que a levava às lágrimas enquanto era pintado – se perguntou se valeria a pena abandonar o óleo, a tela e os pincéis e participar de uma exposição com um “saco plástico cheio de água com uma pedra em cima”. É curioso que eu tenha tal lembrança, pois não sei o que poderia Lygia estar expondo em Salvador em 63-4. Acho que a frase de Sônia era uma espécie de suposição exagerada, mas é curioso que o que Lygia veio a fazer (e que eu homenageei numa canção de 71 – “If you hold a stone” tenha tido tanto a ver com essa descrição.”
[Caetano Veloso - Verdade Tropical]_______________________________________________________
1.
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.[Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto]












