nov 02.09 | el niño pez
out 20.09 | projeção de bolso
Um caderninho de anotações como suporte e projeções de vídeos de uma festa gravados com um celular daqueles mais simplesinhos. Trabalho do coletivo Distopias do qual faço parte junto com a Maroca e Roberta. A trilha sonora linda é do Wandula.
Abaixo algumas imagens do processo de criação para outros vídeos que podem ser vistos aqui no vimeo. Para ver maior e melhor é só clicar em cima da imagem.
out 17.09 | sob o véu
out 14.09 | TV gato


set 24.09 | Pipilotti no Paço outra vez



A partir de 6 de outubro no Paço das Artes poderemos conferir dez videoinstalações da artista Pipilotti Rist! Tem uma matéria falando mais da expo aqui.
A obra “I’m Not The Girl Who Misses Much” que está entre essas dez escolhidas já foi exposta no Paço uma vez. Queria muito ver uma dessas megainstalações como as imagens acima. E tem mais imagens aqui pra quem quiser conhecer melhor o trabalho dela.
set 22.09 | diálogo

Muitas trocas felizes foram possíveis durante o curso de pós em design e humanidade no Mariantonia. Uma delas foi conhecer o trabalho lindo da Adrea Oliveira, minha colega em alguns trabalhos acadêmicos e da vida a fora…Eu recomendo o trabalho de conclusão de curso dela “Inventário do cotidiano” que agora pode ser conhecido e apreciado no endereço http://inventariocoletivo.wordpress.com/. Espero que ele continue vivo como proposta fora da academia, ficou lindo!
set 22.09 | blogs…
Quanto mais a gente fica na frente da tela lendo feeds e blogs menos produzimos, e cada vez temos menos o que trocar ou mesmo o que pensar pois o discurso é, em sua maioria, vazio. É como se o fluxo de informação se tornasse uma forma de discurso inibidor de possíveis diálogos.
Nesse sentido Lewis Thomas afirma que “todos nós estamos obcecados com a necessidade de alimentar a informação, tão rapidamente quanto possível, mas não descobrimos mecanismos que nos dêem muita coisa em troca.” Há uma predominância do discurso em detrimento do diálogo: “os homens sentem-se solitários, apesar da permanente ligação com as chamadas fontes de informação”.
ago 16.09 | qualquer semelhança é mera realidade

Maria Eichhorn – Maria Eichhorn Public Limited Company 2002Será que arte hoje está mais “política” ou mais próxima à outras áreas das ciências humanas pois estamos perdendo o senso do real em nossa vivência?
Ainda com Flusser na cabeça fiquei me questionando se o fato de estarmos perdendo as estribeiras da realidade (com a produção de imagens mascaradas de realidade) não teria a ver com a arte e o mundo da ficção estarem tão voltados para conceitos reais, preocupações de cunho social. Lógico que sempre houve arte política, mas parece que agora o foco é cada vez mais esse e algumas vezes é só isso, só o discurso. Os coletivos todos que pululam e as grandes exposições como a próxima Bienal dão cada vez mais enfoque ao político trazendo a realidade para dentro dos museus.Me lembrei de um texto do Basualdo sobre a Documenta XI (aliás a mostra mais política) onde ele cita Borges e suas ficções. No conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius, um fascículo da enciclopédia de um mundo ilusório (fictício) é achado e algumas palavras, conceitos e coisas de lá se tornam reais e como num espelho de Alice o mundo fantástico vai escapando até preencher o real.

Superflex – Copy Right, 2006Seria então a arte uma forma de contrapondo do real? Se estamos perdendo o senso e nosso mundo está ilusório demais ela tenta trazer de volta com a ajuda de outras áreas.
ago 06.09 | delicado



Maria Lamar tem um trabalho lindo e único. Achei no design for mankind.
jul 22.09 | crise
O termo a que Jean Baudrillard se refere parece fazer mais sentido após assistir a aula de Vladimir Safatle em que ele se refere à retórica de consumo, à colonização da cultura contemporânea através da moda, cinema e musica pop. Onde um pólo alimenta o outro gerenciados pela industria cultural, conglomerados, empresas.
“Muito mais que a especulação da arte e da mercantilização dos valores estéticos é preciso temer a transcrição de todas as coisas em termos culturais, estéticos, em signos museográficos. Nossa cultura dominante é isso: a imensa empresa de museografia da realidade, a imensa empresa de armazenamento estético que logo mais se verá multiplicado pelos meios técnicos da informação atual com a simulação e a reprodução estética de todas as formas que nos rodeam e que logo mais passarão a ser realidade virtual.” J. Baudrillard [via Wokitoki]
E sobre essa realidade virtual Flusser explica bem o que estamos vivendo quando fala que as imagens, “o mundo-da-ficção em superfície, o mundo das massas, está mascarando cada vez mais seu caráter fictício.” Perde-se assim o senso de “realidade” e nos tornamos alienados. [O mundo codificado]
Leia mais…

















