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  • E é encerrado em sua solidão que o ser de paixão prepara suas explosões e seus feitos (…) E todos os espaços de solidões passadas, os espaços em que sofremos a solidão são indeléveis em nós. [Bachelard]

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    Evocando as lembranças da casa adicionamos valores de sonho. Nunca somos verdadeiros historiadores; somos sempre um pouco poetas, e nossa emoção talvez não expresse mais que poesia perdida. (…) Nessas condições a casa abriga o devaneio, a casa protege o sonhador, a casa permite sonhar em paz. [Bachelard]

  • Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?

    — O que eu vejo é o beco

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    O Bicho:

    Vi ontem um bicho

    Na imundície do pátio

    Catando comida entre os detritos.

    Quando achava alguma coisa,

    Não examinava nem cheirava:

    Engolia com voracidade.

    O bicho não era um cão,

    Não era um gato,

    Não era um rato.

    O bicho, meu Deus, era um homem.

    [Manuel Bandeira]

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    Para que o menino Durma sossegado, Sentada ao seu lado A mãezinha canta: — “Dodói, vai-te embora! “Deixa o meu filhinho, “Dorme . . . dorme . . . meu . . .”

    Morta de fadiga, Ela adormeceu. Então, no ombro dela, Um vulto de santa, Na mesma cantiga, Na mesma voz dela, Se debruça e canta: — “Dorme, meu amor. “Dorme, meu benzinho . . . ”

    E o menino dorme.

    [Manuel Bandeira]

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    On 19th January 1981, Francesca Woodman tragically threw herself from the window of her loft in the East Village. She was twenty-two.Interested in how people relate to space, and how the three dimensional world could be reconciled with the two dimensions of the photograph, Francesca Woodman played complex games of hide-and-seek with her camera. She depicts herself fading into a flat plane, becoming the wall under the wallpaper, part of the floor, or sealed behind glass, constantly contrasting the fragility and vulnerability of her own body with the strength of the objects around her. Her body becomes an expressive tool which mingles with the other objects she chooses to photograph; gloves, eels, sheets, mirrors, fireplaces and flowers. Fascinated by limits and boundaries, Woodman’s work conjures the precarious moment between adolescence and adulthood; between existence and the ultimate disappearance, death. Her naked body, reduced to the raw state of her emotions, is captured on film forever, establishing her as a mythical icon.

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  • “A vida é o que acontece enquanto estamos pensando em outra coisa.”

    Oscar Wilde

  • “No habrá nunca una puerta. Estás adentro/ Y el alcazar abarca el universo/ Y no tiene anverso ni reverso/ Ni externo muro ni secreto centro./ No esperes que el rigor de tu camino/ Que tercamente se bifurca en otro,/ Que tercamente se bifurca en otro,/ Tendrá fin. Es de hierro tu destino/ Como tu juez. No aguardes la embestida/ Del toro que es un hombre y cuya estraña/ Forma plural da horror a la maraña/ De interminable piedra entretejida./ No existe. Nada esperes. Ni siquiera/ En el negro crepusculo la fiera.”Jorge Luis Borges

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    “Aqueles que compreendem alguma coisa em sua dimensão mais profunda, raramente permanecem fiéis a ela para sempre. Porque expuseram essas profundezas à clara luz do dia; e o que lá se encontra não é em geral agradável de ver. (…) Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”

    [Nietzsche]

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As paixões cozinham e recozinham na solidão…

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O ser abrigado sensibiliza os limites de seu abrigo…

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Poema do Beco

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O menino dorme.

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TO CONTROL PAIN

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between existence and the ultimate disappearance, death

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Cansei de ser forte…

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Laberinto

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