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“ice cream melting in my hands, green grass growing in my bed. We’d laugh if we were younger…”
Dia 9 de novembro na esquina da Augusta com a Fernando de Albuquerque (lugar onde eu morei e frequentei por muito tempo) havia um taxista estacionado batendo uma punheta olhando pras menininhas que passavam por ali.
No dia 15 de dezembro na esquina da Barão de Tatuí com a Baronesa de Itu um morador de rua falou “no natal se eu morrer de fome eu vou chegar lá em cima e vão me receber com um banquete!”
No dia 20 de dezembro a classe média faz a sua ação beneficiente do ano (para acabar com a culpa já que ninguém mais vai à igreja se confessar) comprando a cesta básica e as cestas de natal para as pessoas mais pobres.
No dia 27 de dezembro numa loja de grife em um shopping nobre (se é que se pode definir um lugar desses como nobre) de São Paulo uma mulher falou: “Eu quero vestir amarelo no Reveillon pra ter mais dinheiro em 2007″
Eu vou dormir as 2 da manhã (pois mais cedo será impossível devido à algazarra geral da metrópole encardida) e gostaria de esquecer tudo isso no dia seguinte. Pra ser mais sincera – e não me interpretem como dramática – gostaria de não acordar.
Um beijo e um queijo pra quem fica.
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laura
MSN
15:24
oh! minha melhor façanha foi qdo eu tinha 9 anos que eu desparafusei todos os espelhinhos de luz da casa e coloquei bilhetes pedindo socorro e parafusei denovo antes de mudar de casa!
15:24ate hj lembro e fico pensando como eu era incrivel! magina quem abriu?
15:25
e qdo eu tinha 12 escrevi uma carta na parte debaixo de uma gaveta do armario embutido
15:25
uma carta pra qquer um que olhasse
15:25
falando… pq catso vc resolve tirar a gaveta e virar ao contrario!?
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poesia não é literatura. estou montando um projeto que consiste numa banda minimalista conceitual, quem quer participar? não precisa tocar nada. não vai ter som. talvez imagens.
