• festas juninas

    A gente acorda todo o dia e no primeiro segundo de consciência toda memória é retomada.
    Lembramos que estamos atrasados para o trabalho.
    Lembramos que temos um trabalho. Que temos uma família, que a avó está doente.
    Que temos dor de dente.
    Lembramos que temos um amor não correspondido.
    Que temos contas a pagar,
    uma dívida.
    Que temos que comprar comida para os gatos, que temos que comprar mais café…
    Lembramos que precisamos tomar café.
    Levantamos.
    Essa memória arrebatadora do primeiro segundo da manhã nos persegue até o fim da tarde quando decidimos que precisamos esquecê-la — é muito pesada — e aí a gente senta num bar com os amigos e toma uma cerveja.
    A conversa vem e vai até decidirmos sair para dançar. A bailar! Não sabemos nem como voltamos para nossa cama quando acordamos no dia seguinte e retomamos toda aquela memória da qual parecia termos nos livrado. Olvidado.

  • alpargatas

    De acordo com a Wikipedia sustentabilidade é um conceito sistémico, relacionado com a continuidade dos aspectos económicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. “Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.”

    Pessoalmente eu adorei a definição que vi em um site de design de produtos que dizia: “The concept of sustainability was first expressed in 1712 in German as Nachhaltigkeit. Three centuries later, the concept of sustainability has grown both in meaning and importance. In today’s world, sustainability is more than just being green. Rather, it has evolved into a belief system, an approach to living, being. Sustainability has been defined as having multiple intentions all of which center on the idea of balance, of giving as much as we take, be it through economics, the environment or on the everyday human level.”

    Eu não sou muito politizada para poder fazer minha própria definição ou mesmo opinar muito sobre o assunto mas acho que é um ideal lindo e muito possível de atingir em níveis pessoais. Eu ganhei essas alpargatas do meu pai que as cmprou por 5 pesos na Argentina. Elas são produzidas no Uruguai e não sei nem como nem por quem, talvez seja até feita por trabalho escravo ou coisas do tipo. Mas acho tão lindas e os materiais usados são tão humanos, baratos e biodegradáveis que resolvi desenhar elas e pensá-las como um produto sustentável num sentido mais restrito. Queria poder produzi-las aqui e desenhar modelos mais interessantes para revender baratinho. Muito melhor que Nike e qualquer um pode comprar e fazer o mesmo, just do it!

  • não é carne nem peixe

    Acima um preview do fanzine Não é carne nem peixe idealizado pelo Felipe com projeto gráfico feito por mim. Vale a pena dar uma olhada! Se vc ainda não conseguiu um impresso pode baixar o .pdf para ler na íntegra clicando aqui.

  • tracy emin

    Acima o trabalho da artista britânica Tracy Emin na Bienal de Veneza 2007 que esse ano acontece em paralelo à 12a Documenta de Kassel.

    Em contraponto com esse boom de mostras importantes na Europa aqui na América Latina tudo parece meio morno. Em Buenos Aires o Malba estava apenas com sua coleção permanente, o Museu de Arte Moderna continua uma vergonha — em plena quinta-feira a tarde se encontrava fechado — e a Fundação Proa que eu queria tanto conhecer estava fechada para reforma.

    BsAs foi uma decepção! Nenhuma galeria decente, as que eu encontrei abertas tinham uns trabalhos medíocres. Na realidade eu acho que fui na época errada mesmo, havia acabado de encerrar uma feira de arte importante lá, queria muito ter ido pra ver o que tinha. O Centro Cultural Recoleta costumava ter mostras interessantes mas só havia uma sala com os trabalhos do Seguí — um espaço incrível inutilizado. Mas no geral, não sei bem porque, os argentinos são meio fracos em arte ou não tem muito interesse, pelo menos é essa a impressão que tenho sempre que vou pra lá.

    tracy emin

    Acabo de chegar aqui em São Paulo a única coisa que me dá ganas de ir ver é a exposição que está no Paço das Artes (SITU/AÇÃO: VÍDEO DE VIAGEM) com curadoria da Paula Alzugaray e talvez a EDITH DERDYK na Pinacoteca. De resto tudo a mesma coisa… mesmos trabalhos expostos em lugares diferentes reunidos com outras temáticas dentro de outra ótica. Queria estar mesmo em Kassel com passagem para Veneza. Se bem que pelo o que estou vendo tbm são sempre os mesmos artistas na Bienal, artistas já consagrados… trabalhos já vistos, como o Felix Gonzáles Torres abaixo. E só mais um parenteses relacionado a outro post anterior: não poderia essa imagem estar na Semana de Design de Milão?

    felix gonzales torres

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