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O termo a que Jean Baudrillard se refere parece fazer mais sentido após assistir a aula de Vladimir Safatle em que ele se refere à retórica de consumo, à colonização da cultura contemporânea através da moda, cinema e musica pop. Onde um pólo alimenta o outro gerenciados pela industria cultural, conglomerados, empresas.
“Muito mais que a especulação da arte e da mercantilização dos valores estéticos é preciso temer a transcrição de todas as coisas em termos culturais, estéticos, em signos museográficos. Nossa cultura dominante é isso: a imensa empresa de museografia da realidade, a imensa empresa de armazenamento estético que logo mais se verá multiplicado pelos meios técnicos da informação atual com a simulação e a reprodução estética de todas as formas que nos rodeam e que logo mais passarão a ser realidade virtual.” J. Baudrillard [via Wokitoki]
E sobre essa realidade virtual Flusser explica bem o que estamos vivendo quando fala que as imagens, “o mundo-da-ficção em superfície, o mundo das massas, está mascarando cada vez mais seu caráter fictício.” Perde-se assim o senso de “realidade” e nos tornamos alienados. [O mundo codificado]
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Fiquei encantada com o trabalho dos franceses Formes Vives que encontrei via manystyuff.org. Como podem ver eles são bem engajados e os desenhos tem um tom político ácido por vezes.

As serigrafias que eles fazem são incrívels, não?
Fuçando no blog deles também achei outra preciosidade… o trabalho de um ilustrador (também francês) chamado Berbolex. Coloquei uma amostra abaixo, é um livro de crianças impresso em 3 cores que viram 7, lindo!
Se gostaram dá pra ver um pouquinho mais aqui.
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No texto Sobre a palavra design, Flusser atenta para o engodo, a trapaça, o auto-engano que pode ser o envolvimento com a cultura a partir da valorização do design (já que o termo também está relacionado a fraude). Segundo o autor, “quando se conseguiu superar a separação entre arte e técnica, abriu-se um horizonte dentro do qual podemos criar designs cada vez mais perfeitos, liberar-nos cada vez mais de nossa condição e viver de modo cada vez mais artificial (bonito). Mas o preço que pagamos por isso é a renúncia à verdade e à autenticidade”. Podemos entender a perda da fé na arte um pouco com esse sentido. Se tudo se dilui e acaba em design então estamos vivendo mesmo um auto-engodo.
Para entender como a arte se aproxima do design, o designer e crítico holandês Kees Dorst compara ambos a partir de seus processos criativos. Para ele, o artista contemporâneo transforma suas questões, seu desafio, em um problema de design. A fronteira entre arte e design é portanto permeável, e não somente em relação ao design no sentido da arte. Pois comumente escutamos a palavra “artístico” destinada a uma peça de design e sempre soubemos que “o design se inspira na arte” mas dificilmente pensamos no caminho inverso.
*designart foi um termo que nasceu nos fins dos anos 1990 em meio ao debate sobre as relações entre arte e design para designar algumas práticas contemporâneas de artistas/designers como Jorge Pardo, Tobias Rehberger, Studio van Lieshout, Superflex e Andrea Zittel. [fonte: Design and Art (Documents of Contemporary Art)]


