• Maria Eichhorn – Maria Eichhorn Public Limited Company 2002

    Será que arte hoje está mais “política” ou mais próxima à outras áreas das ciências humanas pois estamos perdendo o senso do real em nossa vivência?
    Ainda com Flusser na cabeça fiquei me questionando se o fato de estarmos perdendo as estribeiras da realidade (com a produção de imagens mascaradas de realidade) não teria a ver com a arte e o mundo da ficção estarem tão voltados para conceitos reais, preocupações de cunho social. Lógico que sempre houve arte política, mas parece que agora o foco é cada vez mais esse e algumas vezes é só isso, só o discurso. Os coletivos todos que pululam e as grandes exposições como a próxima Bienal dão cada vez mais enfoque ao político trazendo a realidade para dentro dos museus.

    Me lembrei de um texto do Basualdo sobre a Documenta XI (aliás a mostra mais política) onde ele cita Borges e suas ficções. No conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius, um fascículo da enciclopédia de um mundo ilusório (fictício) é achado e algumas palavras, conceitos e coisas de lá se tornam reais e como num espelho de Alice o mundo fantástico vai escapando até preencher o real.

    Copy Right
    Superflex – Copy Right, 2006

    Seria então a arte uma forma de contrapondo do real? Se estamos perdendo o senso e nosso mundo está ilusório demais ela tenta trazer de volta com a ajuda de outras áreas.

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    Maria Lamar tem um trabalho lindo e único. Achei no design for mankind.

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qualquer semelhança é mera realidade

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delicado