• Muitas trocas felizes foram possíveis durante o curso de pós em design e humanidade no Mariantonia. Uma delas foi conhecer o trabalho lindo da Adrea Oliveira, minha colega em alguns trabalhos acadêmicos e da vida a fora…

    Eu recomendo o trabalho de conclusão de curso dela “Inventário do cotidiano” que agora pode ser conhecido e apreciado no endereço http://inventariocoletivo.wordpress.com/. Espero que ele continue vivo como proposta fora da academia, ficou lindo!

    guardachuva

    pente

  • coletivo
    Fiquei encantada com o trabalho dos franceses Formes Vives que encontrei via manystyuff.org. Como podem ver eles são bem engajados e os desenhos tem um tom político ácido por vezes.

    carte

    livro


    As serigrafias que eles fazem são incrívels, não?
    Fuçando no blog deles também achei outra preciosidade… o trabalho de um ilustrador (também francês) chamado Berbolex. Coloquei uma amostra abaixo, é um livro de crianças impresso em 3 cores que viram 7, lindo!

    berbolex
    Se gostaram dá pra ver um pouquinho mais aqui.

  • sobreapalavradesign

    No texto Sobre a palavra design, Flusser atenta para o engodo, a trapaça, o auto-engano que pode ser o envolvimento com a cultura a partir da valorização do design (já que o termo também está relacionado a fraude). Segundo o autor, “quando se conseguiu superar a separação entre arte e técnica, abriu-se um horizonte dentro do qual podemos criar designs cada vez mais perfeitos, liberar-nos cada vez mais de nossa condição e viver de modo cada vez mais artificial (bonito). Mas o preço que pagamos por isso é a renúncia à verdade e à autenticidade”. Podemos entender a perda da fé na arte um pouco com esse sentido. Se tudo se dilui e acaba em design então estamos vivendo mesmo um auto-engodo.

    Para entender como a arte se aproxima do design, o designer e crítico holandês Kees Dorst compara ambos a partir de seus processos criativos. Para ele, o artista contemporâneo transforma suas questões, seu desafio, em um problema de design. A fronteira entre arte e design é portanto permeável, e não somente em relação ao design no sentido da arte. Pois comumente escutamos a palavra “artístico” destinada a uma peça de design e sempre soubemos que “o design se inspira na arte” mas dificilmente pensamos no caminho inverso.

    *designart foi um termo que nasceu nos fins dos anos 1990 em meio ao debate sobre as relações entre arte e design para designar algumas práticas contemporâneas de artistas/designers como Jorge Pardo, Tobias Rehberger, Studio van Lieshout, Superflex e Andrea Zittel. [fonte: Design and Art (Documents of Contemporary Art)]


  • Ou “o que fazer com tando lixo?”. É mais ou menos a proposta da mostra The SMART Art ‘Trash into Treasure’ que acontece em SF, USA.

    “Competition was launched earlier this year with the goal to show the world that discarded items can be re-designed, re-used and re-thought into works of art and every day functional items.”

    via Fecal Face

  • Design hoje é um dos termos que substituiu a palavra revolução
    Em um mundo em que o que mais se faz necessário são reformas, design é um agente da mudança social. Segundo Bruno Latour, não no sentido de tábula rasa, de destruir tudo para criar do nada, mas no sentido de redesenho.

  • only art can break your heart, only kitsch can make you rich

    Tirada da aula incrível do João de Souza Leite ontem.
    O autor das aspas parece ser Anthon Beeke.

  • Ou quando definimos o conceito de design acabamos delimitando demais suas fronteiras? Por que a obsessão de ficarmos sempre tentando encaixotar os conceitos? Se é arte, design, ou se não é.
    O professor João de Souza Leite falou certa vez que não tem problema essa coisa de usar design pra tudo… Hair designer, eyebrow designer etc. Não somos donos da palavra, ela existe e as pessoas usam como querem. Mas por que isso incomoda tando os designers? Acho que a maioria tem na cabeça um conceito encaixotado e rechaça o que não cabe dentro com veemência e medo de algum outro teórico vir e destruir com as barreiras do entendimento que ele tinha por design. Coisa que deve acontecer com frequência.

    Segundo William Miller a definição é importante pois “sem uma clara compreensão sobre o que desejamos significar por design, nos tornamos vítimas do pensamento arbitrário e de estilos”. Além disso ele diz adotarmos “noções variadas e deturpadas a respeito de estética, forma e função, enunciada por outros”.
    É aquele velho papo dos diluidores que acham uma coisa bacana e saem por aí reaplicando formalmente sem saber direito o discurso imbuído no original.

    Pra finalizar a definição do mesmo teórico William R. Miller e um trabalho dos artistas/designers Detanico e Lain:

    “

    Design é o processo de pensamento que compreende a criação de alguma coisa.

    utopia
    Utopia (2001-2003) – Detanico e Lain. Tipografia que retrata a combinação de arquitetura modernista e ocupação informal encontrada em grandes cidades brasileiras. Poster publicado para a 9a. Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza, Pavilhão Brasileiro.

  • Design não é apenas a solução de um problema.

    No DesignNotes algumas passagens legais da entrevista com a designer Alissia Melka:

  • As vezes me levo muito pelo preconceito da capa, se o design é bom o som deve ser. É que dá vontade de ter só de ver essas belezuras. Achei esses de um label polonês chamado Tonpress enquanto passeava pela internet. Bem bom, né?


  • A estudante de design gráfico JuliAnn Miller fez uma pesquisa e desenvolveu esse kit para testar tatuagens antes de fazer. Além de papéis tranferíveis para a e pele, o kit contém um folder com informações básicas sobre tatuagem. A embalagem é tão genial que isto eu encontrei no site The Dieline especializado em design de produtos.

    Eu pessoalmente adoraria ter um desses kits! Sempre tenho idéias de tatuagens e é difícil de imaginar como ficaria no corpo. Deve ser por essas e por outras que tanta gente se arrepende depois… e pra isso só laser ou o projeto do studio 5.5 Designers (imagens abaixo). Que também é ótimo, né? Não preciso falar mais nada, rs!


  • The Right Kind of Wrong é uma exposição do artista gráfico Anthony Burrill e designer de móveis e produtos Michael Marriott que acontece na agência de publicidade Mother em Londres.


    “It’s about the truth of materials, not disguising what things are made out of.” Conscious of the environmental times we live in, Burrill and Marriott set out to use as much of the materials as possible, and to waste nothing.


    The theme of truth was also somewhat inspired by the exhibition’s setting in an advertising agency. “[The sculpture] feels a bit like a seige tower or Trojan Horse, and advertising doesn’t always deal with the truth all the time,” Burrill says. “There’s lots of layers to it.”


    via CR Blog.

  • Tenho certeza de que já conhecia o trabalho da Daniela Ktenas mas só agora descobri o blog dela. Me apaixonei pelos Pinguins e quero muito o colar de nuvem.

--
diálogo

--
militantes gráficos

--
sobre a palavra designart*

--
madrasta natureza II

--
aspas

--
aspas

--
é importante definir?

--
tome nota:

--
bom o som

--
para não se arrepender depois

--
o errado certo

--
mais nuvens