• Ilustração de Helen Friel de um conto do belíssimo livro Cidades Invisíveis do Ítalo Calvino, leitura obrigatória!


    Me apaixonei pela simplicidade do traço e das intenções nessas ilutras, tem mais aqui, confere! Achei hoje passeando pelo Design Sponge.

  • reloj
    Relojinhos de Maria Makowska do studio GOGO achados no designboom.

    Instrucciones para dar cuerda al reloj

    Allá al fondo está la muerte, pero no tenga miedo. Sujete el reloj con una mano, tome con dos dedos la llave de la cuerda, remóntela suavemente. Ahora se abre otro plazo, los árboles despliegan sus hojas, las barcas corren regatas, el tiempo como un abanico se va llenando de sí mismo y de él brotan el aire, las brisas de la tierra, la sombra de una mujer, el perfume del pan.
    ¿Qué más quiere, qué más quiere? Atelo pronto a su muñeca, déjelo latir en libertad, imítelo anhelante. El miedo herrumbra las áncoras, cada cosa que pudo alcanzarse y fue olvidada va corroyendo las venas del reloj, gangrenando la fría sangre de sus rubíes. Y allá en el fondo está la muerte si no corremos y llegamos antes y comprendemos que ya no importa.

    [Julio Cortázar - Historias de cronopios y de famas]

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  • Já leram o livro El Túnel do Ernesto Sabato? Se fizessem uma trilha sonora do livro (eu acredito que tudo na vida tem trilha sonora principalmente livros) essa seria a capa do cd. Lindas as ilustras e pinturas de Christian Northeast.

  • Lindo o miniconto que o Jorge Coli colocou la no Ponto de Fuga ontem:

    “Vivi meses por conta de maria. Do trabalho rotineiro e de maria. Chegava e já ligava para ela, recebia ordens, ia visitá-la, jantava -raramente ia ao cinema ou ao teatro. Uma pessoa difícil. Suave e carinhosa por vezes, cruel e sanguinária por outras. Os versos de Carlos a ribombar: “A chuva me irritava. Até que um dia, descobri que maria é que chovia”. Sento-me defronte à calçada, aguardo amigos que chegarão. Há tempos não chegava ninguém. E maria respinga, mas não chove mais.”
    — extraído do recente “Ruídos Urbanos”, de Moacyr Godoy Moreira.

    monstros
    Ilustra de Irena Zablotska
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  • A revista Época publicou trechos de cartas eróticas inéditas escritas por Guimarães Rosa para sua mulher Aracy de Carvalho. A matéria tem como título “P.S.: Beijo tua boquinha gulosa”. Eu acho um pouco bizarro o fato de duas historiadoras publicarem um livro com as tais cartas, meio invasão de privacidade, sei lá. Por mais lindas que sejam, o escritor deve estar se revirando de vergonha no caixão, rs! Aí vai um trecho:
    “Antes e depois, beijar, longamente, a tua boquinha. Essa tua boca sensual e perversamente bonita, expressiva, quente, sabida, sabidíssima, suavíssima, ousada, ávida, requintada, ‘rafinierte’, gulosa, pecadora, especialista, perfumada, gostosa, tão gostosa como você toda inteira, meu anjo de Aracy bonita, muito minha, dona do meu coração”.


    Acima uma fotografia linda de Guimarães Rosa e Aracy em Veneza que pertence ao acervo de Eduardo Tess, filho do casal, recentemente organizado (aliás por um amigo meu!) citado na revista Bravo!.

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Quase invisível

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tic tac cuco!

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o túnel

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Fagulhas e respingos

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Amores privados em lugares públicos