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Muitas trocas felizes foram possíveis durante o curso de pós em design e humanidade no Mariantonia. Uma delas foi conhecer o trabalho lindo da Adrea Oliveira, minha colega em alguns trabalhos acadêmicos e da vida a fora…Eu recomendo o trabalho de conclusão de curso dela “Inventário do cotidiano” que agora pode ser conhecido e apreciado no endereço http://inventariocoletivo.wordpress.com/. Espero que ele continue vivo como proposta fora da academia, ficou lindo!
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Em uma aula, sendo perguntado sobre o significado de ‘arte’, o Agnaldo Farias mencionou o poema “Catar Feijão” do João Cabral sobre como as coisas estão aí como pedras e os artistas as tornam visíveis. Segundo ele “o artista dá a ver o problema, traz à tona aquilo que fica submerso para outros…”. Logicamente foi lembrado em aula a “pedra no caminho” do Drummond, mas o que me veio à cabeça na hora foi a música do Caetano “If you hold a stone”.
Fui procurar alguma coisa sobre essa música e fiquei surpresa ao ler um trecho do Verdade Tropical onde o Caetano fala que a música é uma homenagem ao trabalho da Lygia Clark. Achei curioso essas sincronias… pedras e arte. Abaixo o trecho do livro do Caetano e o poema Catar Feijão.
“
Lembro nitidamente a menção da palavra pedra na descrição que Sônia fez do que viu de Lygia numa grande exposição coletiva do MAMB que eu, não sei por quê, não visitei. Parece-me que ela – que estava terminando um quadro abstrato que me parecia belo e que a levava às lágrimas enquanto era pintado – se perguntou se valeria a pena abandonar o óleo, a tela e os pincéis e participar de uma exposição com um “saco plástico cheio de água com uma pedra em cima”. É curioso que eu tenha tal lembrança, pois não sei o que poderia Lygia estar expondo em Salvador em 63-4. Acho que a frase de Sônia era uma espécie de suposição exagerada, mas é curioso que o que Lygia veio a fazer (e que eu homenageei numa canção de 71 – “If you hold a stone” tenha tido tanto a ver com essa descrição.”
[Caetano Veloso - Verdade Tropical]_______________________________________________________
1.
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.[Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto]
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Ana Serrano fez uma cidade só de papelão e afins. Fofo. Achei no designboom… Abaixo o livro encadernado à mão sobre o projeto. [clique nas imagens para ver mais]Combina um pouco com Eloísa Cartonera que é um projeto social e comunitário que publica livros de baixo custo com capa feita de papelão e pintada à mão (imagens abaixo).
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Já leram o livro El Túnel do Ernesto Sabato? Se fizessem uma trilha sonora do livro (eu acredito que tudo na vida tem trilha sonora principalmente livros) essa seria a capa do cd. Lindas as ilustras e pinturas de Christian Northeast.
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Foférrimo o livro de Evah Fan postado no Book by its cover.
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Um projeto de Merci Bernard. Clique na imagem acima para ver os detalhes de perto.
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Essa internet de deus me livre é uma coisa de louco, né? E tem tanta besteira que todo mundo vê na mesma hora nos feeds e já compartilha com a galera que acho que cansei de colocar só as coisas gringas que aparecem no fffound, designboom, notcot, enfim, sites de tendências da vida a fora.
Assim como nos últimos posts esse é mais um para compartilhar o trabalho de uma colega estimada, a Maroca. Graficacidade é o projeto de TFG dela na FAU. Maria Carolina Sampaio de Araujo é também responsável pela participação na criação de projetos gráficos (aqueles de babar) da Cosac Naify. Mas esse livrinho é especial, dá vontade de ver ao vivo,
olhar com a mão, hehe!Graficacidade
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Helmut Smits é mais um artista cujo trabalho permeia o design. Sobre seu livro 123 IDEAS foi dito: ‘this publication aims to trigger the autonomous thinking of designers and the applied thinking of artists, while it would do both for a general audience.’


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muito bons de Sarah von der Heide:
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Fofo né? Vende-se na Amazon.
(Via designGrafico.)















