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As palavras de ordem, os conceitos principais trabalhados pela guerrilha verde do momento são REDUZIR, REUSAR e RECICLAR. Reduzir a matéria produzida e portanto o lixo e poluentes emitidos no processo de fabricação. Reusar o que for possível e reciclar quando não se pode mais usar. Dentro desse pensamento achei uma loja online chamada Reestore com objetos simples do nosso cotidiano REpensados e REcolocados para o uso com outros propósitos inusitados. Achei super criativo e inventivo, o mais legal é a cadeira/cabide Olivia e a luminária Katherine. Só me pergunto por quê sempre que eu tento fazer algo do tipo fica parecendo trabalho de escola infantil, tipo aqueles jacarés de garrafa pet, sem acabamento nenhum. Melhor roubar essas idéias! Com esse mesmo tema acontecem em Londres várias exposições que trazem a tona a problemática do lixo propondo soluções através do design. São elas a TEN – em que os designers convidados são encorajados a repensar o design sustentável produzindo suas obras a partir de materiais descartados e com um orçamento de apenas 10 libras –, a TrashLuxe, cujo nome já diz tudo, e a Deptford Design Market Challenge. Super vale a pena dar uma conferida no que os designers produziram, tem coisas ótimas. Pra quem quiser também tem umas imagens no blog designboom.
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O que eu mais gosto em arquitetura é ficar sonhando pensando alto e projetando. Acho que o design tem um pouco disso, numa dimensão infinitamente menor, claro. Ouvir um arquiteto ou urbanista falando é como voltar a ser criança e ouvir minha vó falando sobre os lugares maravilhosos por onde ela viajava; como ouvir um contator de histórias mesmo. É tão lindo ver alguém sonhando, projetando idéias, imaginando lugares e transformações. Pena que aqui na terra tudo fica sempre diferente, o próprio dito “cair na real” já diz tudo.
Digo isso pois hoje fiquei lendo sobre a festarch – um festival de arquitetura que acontece em Cagliari, uma cidade da Sardenha na Itália. Esse festival propõe além de projetos pela cidade, discussões e um workshop sobre arquitetura e urbanismo e pesquisas em torno de quatro temas principais: repensar àreas industrias não utilizadas, a arquitetura que se mistura ao seu entorno, atenção à mobilidade na cidade e o poder de comunicação da arquitetura.
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Cruzei com essa imagem no site Boing Boing, o subtitulo do site é “a directory of wonderfull things” realmente it makes me wonder! Tem umas coisas bizarras bobas e algumas bizarras interessantes, todas bem americans although. Voltando à imagem, o post do Boing Boing se referia a um outro post no site www.inhabitat.com que relata uma visita ao EPCOT na Disney. EPCOT é uma sigla que significa “Experimental Prototype Community of Tomorrow”. Nossa, se no futuro eu tiver que comer abóboras com formato de cabeça de Mickey me mato! Essa parte do parquinho de diversões se diz sustentável só que, como aponta o repórter que fez a visita, eles usam um monte de produtos que não são biodegradáveis… Além do que a maior empresa patrocinadora é a Nestlé que não é nenhum bom exemplo de sustentabilidade.
Achei legal o que o reporter falou sobre a obsessão – que na minha opinião é bem americana – que vem dos anos 50 com o futuro e especificamente em acreditar em um futuro ideal melhor, super controlado pela ciência e novas tecnologias criadas pelo homem para acabar com todos os males sociais. Nossa como o homem é um ser todo poderoso não? Nesse futuro imaginado comeremos os pepinos com cabeças de Mickey e por isso não haverá mais fome e pobreza no mundo e todos viveremos felizes para sempre. Plim plim!
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De acordo com a Wikipedia sustentabilidade é um conceito sistémico, relacionado com a continuidade dos aspectos económicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. “Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.”
Pessoalmente eu adorei a definição que vi em um site de design de produtos que dizia: “The concept of sustainability was first expressed in 1712 in German as Nachhaltigkeit. Three centuries later, the concept of sustainability has grown both in meaning and importance. In today’s world, sustainability is more than just being green. Rather, it has evolved into a belief system, an approach to living, being. Sustainability has been defined as having multiple intentions all of which center on the idea of balance, of giving as much as we take, be it through economics, the environment or on the everyday human level.”
Eu não sou muito politizada para poder fazer minha própria definição ou mesmo opinar muito sobre o assunto mas acho que é um ideal lindo e muito possível de atingir em níveis pessoais. Eu ganhei essas alpargatas do meu pai que as cmprou por 5 pesos na Argentina. Elas são produzidas no Uruguai e não sei nem como nem por quem, talvez seja até feita por trabalho escravo ou coisas do tipo. Mas acho tão lindas e os materiais usados são tão humanos, baratos e biodegradáveis que resolvi desenhar elas e pensá-las como um produto sustentável num sentido mais restrito. Queria poder produzi-las aqui e desenhar modelos mais interessantes para revender baratinho. Muito melhor que Nike e qualquer um pode comprar e fazer o mesmo, just do it!
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Com todo o rebuliço em torno da questão do aquecimento global causado pelo relatório do IPCC surgem comunidades preocupadas e dispostas a fazer a diferença. Design Can Change expõe e explica os problemas propondo algumas mudanças no meio gráfico. Apesar de eu ser extremamente pessimista e achar todas essas saídas um tanto quanto utópicas — partindo do pressuposto de que é justamente essa minoria que detem o PIB e faz girar a economia mundial baseada nesses estragos — vale a pena refletir a respeito e tentar mudar minimamente dentro do nosso mundinho egoísta.


