• Um caderninho de anotações como suporte e projeções de vídeos de uma festa gravados com um celular daqueles mais simplesinhos. Trabalho do coletivo Distopias do qual faço parte junto com a Maroca e Roberta. A trilha sonora linda é do Wandula.

    Abaixo algumas imagens do processo de criação para outros vídeos que podem ser vistos aqui no vimeo. Para ver maior e melhor é só clicar em cima da imagem.

    casatomada

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    praia

  • Em uma aula, sendo perguntado sobre o significado de ‘arte’, o Agnaldo Farias mencionou o poema “Catar Feijão” do João Cabral sobre como as coisas estão aí como pedras e os artistas as tornam visíveis. Segundo ele “o artista dá a ver o problema, traz à tona aquilo que fica submerso para outros…”. Logicamente foi lembrado em aula a “pedra no caminho” do Drummond, mas o que me veio à cabeça na hora foi a música do Caetano “If you hold a stone”.

    Fui procurar alguma coisa sobre essa música e fiquei surpresa ao ler um trecho do Verdade Tropical onde o Caetano fala que a música é uma homenagem ao trabalho da Lygia Clark. Achei curioso essas sincronias… pedras e arte. Abaixo o trecho do livro do Caetano e o poema Catar Feijão.

    “

    Lembro nitidamente a menção da palavra pedra na descrição que Sônia fez do que viu de Lygia numa grande exposição coletiva do MAMB que eu, não sei por quê, não visitei. Parece-me que ela – que estava terminando um quadro abstrato que me parecia belo e que a levava às lágrimas enquanto era pintado – se perguntou se valeria a pena abandonar o óleo, a tela e os pincéis e participar de uma exposição com um “saco plástico cheio de água com uma pedra em cima”. É curioso que eu tenha tal lembrança, pois não sei o que poderia Lygia estar expondo em Salvador em 63-4. Acho que a frase de Sônia era uma espécie de suposição exagerada, mas é curioso que o que Lygia veio a fazer (e que eu homenageei numa canção de 71 – “If you hold a stone” tenha tido tanto a ver com essa descrição.”
    [Caetano Veloso - Verdade Tropical]

    _______________________________________________________

    1.
    Catar feijão se limita com escrever:
    joga-se os grãos na água do alguidar
    e as palavras na folha de papel;
    e depois, joga-se fora o que boiar.
    Certo, toda palavra boiará no papel,
    água congelada, por chumbo seu verbo:
    pois para catar esse feijão, soprar nele,
    e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

    2.
    Ora, nesse catar feijão entra um risco:
    o de que entre os grãos pesados entre
    um grão qualquer, pedra ou indigesto,
    um grão imastigável, de quebrar dente.
    Certo não, quando ao catar palavras:
    a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
    obstrui a leitura fluviante, flutual,
    açula a atenção, isca-a como o risco.

    [Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto]

  • Design não é apenas a solução de um problema.

    No DesignNotes algumas passagens legais da entrevista com a designer Alissia Melka:

  • “

    O sonho de uma cidade pública, dotada de espaços de encontros e trocas livres, é abandonado em favor do privilégio concedido ao ambiente privado pela globalização e as condições pós-modernas de desenvolvimeno do capitalismo” Amer Moustafa

    “

    Usar o transporte público em vez do automóvel privado tem claramente consequências ambientais que impactam a vivibilidade da cidade. Mas não é só uma questão dos efeitos dessa decisão sobre a qualidade do ar que se respira. É também o impacto sobre os aspectos relacionais e de interação entre pessoas, e do nosso próprio relacionamento com a cidade.

    Moro na Europa já há varios anos e recebo frequentemente visitas no Brasil. Certa vez recebi um amigo de São Paulo com seu sobrinho adolescente. Foi desconcertante perceber que o rapaz não sabia como se relacionar com a rua, demonstrando dificuldades em entender coisas simples como o funcionamento dos bilhetes do metrô, como atravessar a rua, como dividir a calçada com outros pedestres. Evidentemente ele cresceu quase sem contato direto com a cidade, não tendo portanto a vivência do tempo-espaço da rua que, vista sempre de dentro de um carro, é percebida como um lugar de passagem, mas não de convivência.”

    Lara Penin no texto “Urbano todos os dias” que faz parte do Caderno SESC_Videobrasil 04 Ocupação do Espaço | *Esse caderno é bem bom, viu? Textos legais, entrevistas ótimas com a Renata Lucas e Oda Projesi.

    LINKS:
    Bicicletada Curitiba: A rua é de todos!
    Apocalipse motorizado
    Sustainable everyday
    Oda Projesi ou Projeto Sala
    release do Caderno SESC_Videobrasil 04 Ocupação do Espaço


  • Rirkrit Tiravanija é minha mais nova paixão! Só fui tomar conhecimento da sua existência ao citar um trabalho do Matta-Clark (aquele em que ele propõe uma cozinha comunitária) para a Roberta que me falou de um trabalho parecido do Tiravanija de 1992 que consistia em uma ação (sculpture–performance–guerrilla) em que ele esvaziou uma galeria em NY e instalou uma cozinha onde fazia comida tailandesa e as pessoas eram convidadas a se servir e comer de graça (foto abaixo).


    Não é à toa que ele refez em 2007 a obra do Matta-Clark Open House de 1972 (imagem acima à direita).

    Ele veio ao Brasil na bienal passada mas infelizmente passou depercebido por mim. Seu trabalho consiste basicamente em ações (mais para o happening e não performance) políticas e sociais questionando o objeto de arte e consequentemente as instituições.
    Fiquei intrigada depois de ler sobre uma retrospectiva dele feita no Museu de Arte Moderna de Paris em que o lugar estava vazio e os visitantes entravam em contato com suas obras através dos monitores que relatavam algumas das ações que ele havia realizado. Achei bacana e super contundente com o que ele se propõe.

    Lendo mais sobre o trabalho dele descobri que a ação em que ele cozinha para o público é na realidade inspirada num “Parangolé Área” do Hélio Oiticica! Sobre isso ele fala “Conheci o trabalho do Hélio mais tarde, mas junto com Gordon Matta-Clark e Broodthaers, ele se tornou minha maior referência” (link).

    A entrevista de Rirkrit Tiravanija feita pela Lisette (aqui na Trópico) levanta questões interessantes e que dizem bastante respeito ao que foi questionado e proposto (com pouco sucesso) pela 28a Bienal esse ano:

    “A falta de instituições pode ser útil, já que o vazio pode ser preenchido com idéias, que estavam ausentes nas ‘instituições’, talvez alternativas (o que também é uma instituição), mas pensando em paralelo. A arte e os artistas devem voltar à sua capacidade de sustentar idéias sem a necessidade da economia.”

    Acho bonito também essa passagem:
    “Eu me esforço muito para não privilegiar as imagens posteriores, para não fazer documentação, nem ter consciência do efeito do trabalho, que toma muitos rumos. E para não usar a imagem como representação do evento (convertendo-a no próprio trabalho). Prefiro abrir mão da imagem.”

    E ele deixa bem claro como funciona sua obra e as diferenças entre ação (happening) e performance quando diz que “na performance de Yves Klein (ou na idéia de performance) há aquele que faz a performance e a platéia, há a visão e aquele que a vê. Eu não gostaria de montar as coisas com essas idéias. Prefiro que a situação tenha escorregões e erupções.”

  • Ouvindo com atenção a Laurie Anderson em “It’s not the bullet that kills you – it’s the hole” de 1976 pincei o seguinte trecho: “Long distance is the story of my life / In the words of the artist Joseph Beuys, ‘If you get cut, you better bandage the knife’”. Googlei a frase e apareceram algumas coisas sobre uma suposta obra do Beuys intitulada “When You Cut Your Finger Bandage the Knife” (1962). Não achei nenhuma imagem desta obra… aí resolvi colocar aqui esse post com a imagem de uma outra performance famosa do Beuys que se chama “How to explain paintings to a dead hare” (1965) e por surpresa descobri que a Marina Abramovic também curte o artista. Ela refez essa mesma performance no Guggenheim em 2005, aí em baixo a imagem da Marina e o som da Laurie.

    Marina Abramovic

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    Relacionado ao tema, se alguém se interessar, existe uma entrevista ótima da Marina Abramovic feita pela Laurie Anderson na Folha aqui e a orgininal é daqui.

  • É da designer Nina Saunders a individual intitulada “Autumn flowers” na galeria Pallant House de Londres. Ela recria e repensa a forma usando móveis e tecidos clássicos tipo William Morris.

    Achado no designboom hoje.

  • curitas.jpg

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    Baby Bring Bad News – 22-20s

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    I Stand Corrected – Vampire Weekend

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    M 79 – Vampire Weekend

  • feitos em guardanapo no Fuad sábado com o Gabriel e a Nana.

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projeção de bolso

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pedra sobre pedra

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tome nota:

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mi calle su casa

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Rirkrit Tiravanija em erupção

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Elas curtem Beuys

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subvertendo a forma

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Curitas mi mejor amigo

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Desenhos