• Ontem resolvemos sair para dançar. O lugar era meio uó e as pessoas e o som horríveis mas a gente suportava e falava que tudo bem, que era um passeio “antropológico”. Era ruim principalmente porque não tinham aquelas mesmas pessoas que a gente vê sempre nas baladas, o povo era diferente. A música também não era igual às que ouvimos nas outras festas e as pessoas dançavam de outro jeito. É feio não gostar do que é diferente? Eu acho que a gente (sem generalizar: eu, meus amigos e algumas pessoas que eu conheço) fala que é antropológico só pra não se queimar e não ficar feio na fita, porque preconceito é feio. Quero dizer o seguinte: o diferente é sempre recebido de forma ruim mas a gente precisa saber lidar com isso e assim dizemos que é “antropológico”. Porque antropologia, dentre outras coisas, é conhecer e entender o diferente, a outra cultura, o outro lugar, correto? Mas ao mesmo tempo eu acho que as vezes é muita hipocrisia maquiar o medo e o preconceito com o conhecimento. Enfim, ficou redundante e raso mas tudo bem.

  • E quem não gosta? Todos que me conhecem sabem que eu adoro as musas pop rock latinas ou não. Tipo, minha gata se chama Shakira, quer mais? Amo amo amo todas as dragas do universo. Eu tava procurando na internet a cover que o Antony fez do Lou Reed no Tim, Candy Says, e acabei achando essa “Crazy in Love” da Beyoncé que é super incrível… gente! Ouve aí.

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  • A gata poderosa foi a maior decepção de ontem no TIM na minha opinião. Aposto que ficou todo mundo chupando o dedo pois ela cantou só umas 5 musicas conhecidas sendo umas 3 do último álbum, não? Bom… mas pra compensar o gordinho do Antony mandou super bem. Foi incrível o show, lagriminhas! Adoro quando eu não espero nada e me surpreendo com algo.

    Ontem encontrei um amigo cineasta que me falou de um projeto dele muito bacana chamado Música de Bolso. Trata-se de um site com “…canções sendo geradas em qualquer lugar onde caiba uma câmera. São artistas dialogando com o mundo ao seu redor e preenchendo com sons pequenos espaços onde, normalmente, não haveria música.” O site é bem legal e os vídeos descontraídos, vale a pena!

    Faz um tempinho, descobri também um site que tem mp3 baixáveis com versões inéditas de bandas muito boas. Mesmo! Além disso tem as entrevistas e as ilustras das bandas que são mega fofas (exemplo acima). Confere: Daytrotter

  • bottom de cerâmicaMais um souvenir fofo que eu achei no blog do designboom. São bottons de porcelana, mas o mais legal é como são feitos. Eles pegam um daqueles pratos de vovó e recortam como se fossem biscoitos daí colam atrás aqueles alfinetes de broches. Clique na imagem ao lado para ver ele grande ou veja o trabalho dos designers aqui.

  • minnhocão no domingoUma amiga minha (e aposto que muitas avós por aí) denomina “modernidade” todo esse glamour da Augusta sobre o underground paulista: as dykes, as bichas, as travas, a língua das travas cujo nome esqueci, meu edi! Enfim, tudo isso e mais um pouco. Hoje descobri o lugar de lazer diurno da modernidade: o minhocão em dias de feriado e domingões! Fui passear de bicicleta, um sol lindo, um céu azul incrível e vento na cara! Um monte de bichas passando bronzeador e paquerando, as travas moradoras dos prédios-cortiços locais na janela fumando cigarro e observando os passantes com seus bobs nos cabelos, estilo Dona Florinda. As sapateens treinando skate… Os churrascos nas lajes. De ponta a ponta o minhocão é o farol da modernidade, diferentemente do que pensam os integrantes da elite e do cansei, segundo a Revista Veja.

  • joanna newson Ao vivo é tão mais lindo som da Joanna Newson. Aquela elfa, anã de jardim cantando seus sons bizarrinhos como se fosse de outro planeta. Foi lindo! Sua música parece minhas ervas daninhas do jardim subindo pelos obstáculos que encontram e se emaranhando. Pena que ela não tocou The sprout and the bean

    Me lembra um pouco, de forma diferente, os trabalhos do Matthew Barney. Ele cria mundos, personagens, leis e linguagem próprias. Até tem um “quê” de elfos e montros de fábulas nos cremasters. Tem algo de mitologia, eles reinventam uma mitologia própria. Não sei bem explicar mas tenho essa sensação. Sou fã dos dois.

  • Logo mais vou me mudar de apartamento e não consigo parar de olhar sites de design e sonhar com uma decoração assim assada. Agora então com o London Design Festival pipocam blogs com imagens de produtos novos incríveis… sorte que eu não tenho dinheiro senão ia torrar tudo em móveis! Depois de muitos instantes e olhares rápidos por aí achei que valia um post só com estantes:

    estante
    Leia mais…

  • Achei uns trabalhos que eu fiz quando estava na faculdade há um tempão atrás… Olhando agora me parecem estranhos, fui eu mesmo que fiz isso?

    04day Leia mais…

  • workstation

    É meu local de trabalho em casa: 8 horas no “cilviço” e mais algumas de trabalho doméstico.

  • Tem a realidade e a relidade do sonho. A noite e a noite do além terra.
    No meu sonho eu escolhia o leite que vc mais gosta procurando pelo numero 1 marcado em baixo das caixas de longa-vida pelas prateleiras ao ar livre no supermercado da noite do além-terra.
    Um helicóptero e um avião do resgate acima de nossas cabeças.
    A longa-vida do além-terra é curta, dura um ano e meio aproximadamente. As vezes morremos e nascemos no decorrer dela.

  • Aí vão dois links com textos hilários sobre os profissionais de arquitetura e design. O primeiro é uma carta aberta aos arquitetos muito bem escrita por sinal e o sengundo é um manual de como deixar um designer furioso (se vc for um cliente). São eles:

    » Dear Architects, I am sick of your shit.
    » 8 ways to drive a graphic designer mad

    OBS: os textos estão em inglês.

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só a antropologia nos une

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Antony gosta de Beyoncé

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Música

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coisas belas da vida

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feriado modernoso.

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the difference between the sprout and the bean

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Estantes

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túnel do tempo…

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workstation

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green grass – cibelle

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void

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um pouco de humor no horário comercial