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    Tom Zé – Só (Solidão)
    Essa música genial é do disco Estudando o Samba. Adoro a parte que diz “o telefo- [vácuo]” e no final “o telefone tocou… foi engano”! Me lembra “olha a cobra! …é mentira!” hehehe! E “na vida quem perde o telhado em troca recebe as estrelas” é tão lindo…

    Esse ano o Tom Zé lançou o disco “Estudando a Bossa – Nordeste Plaza” que estou escutando agora. Amanhã, dia 22 e 23 de novembro ele apresenta o show de lançamento do álbum no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Vou perder pois ainda ando trabalhando muito.


  • Pra quem tem curiosidade dá pra ver o cardeninho no “lightbox” clicando na primeira imagem e selecionando “anterior” ou “próxima” dos lados. As páginas estão na ordem e tem até título.

  • http://www.ideagrove.com/blog/uploaded_images/hipster-glasses-no-728194.jpg
    Além da crítica às bandinhas indies achei essa em relação à cultura hipster na revista Adbusters… eles dizem “contracultura” mas não sei não. Não acho nada incrível os hipsters, é sempre meio risível ver um punhado de gente vestida igual e com mesmo olhar, e não sei se podem ser comparados aos punks ou outra manifestação cultural de contestação numa dimensão mais política. Não tem muito a ver. Enfim, algumas aspas:

    “

    We are a lost generation, desperately clinging to anything that feels real, but too afraid to become it ourselves. We are a defeated generation, resigned to the hypocrisy of those before us, who once sang songs of rebellion and now sell them back to us. We are the last generation, a culmination of all previous things, destroyed by the vapidity that surrounds us. The hipster represents the end of Western civilization – a culture so detached and disconnected that it has stopped giving birth to anything new.”

    “

    An artificial appropriation of different styles from different eras, the hipster represents the end of Western civilization – a culture lost in the superficiality of its past and unable to create any new meaning. Not only is it unsustainable, it is suicidal. While previous youth movements have challenged the dysfunction and decadence of their elders, today we have the “hipster” – a youth subculture that mirrors the doomed shallowness of mainstream society.”

    “

    Hipsterdom is the first “counterculture” to be born under the advertising industry’s microscope, leaving it open to constant manipulation but also forcing its participants to continually shift their interests and affiliations. Less a subculture, the hipster is a consumer group – using their capital to purchase empty authenticity and rebellion. But the moment a trend, band, sound, style or feeling gains too much exposure, it is suddenly looked upon with disdain. Hipsters cannot afford to maintain any cultural loyalties or affiliations for fear they will lose relevance.”

  • O grande malandro da praça
    trabalha trabalha de graça
    não amola ninguém
    nem nome não tem
    é manso e não faz pirraça
    mas quando a carcaça ameaça a rachar
    que coice que coice que coice que dá


    Infância com Saltimbancos é infância engajada. Achei um lugar pra baixar aqui: link. Hoje é Palavra Cantada quem faz as músicas bacanas para a criançada. Quero um sobrinho!

  • curitas.jpg

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    Baby Bring Bad News – 22-20s

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    I Stand Corrected – Vampire Weekend

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    M 79 – Vampire Weekend

  • minnhocão no domingoUma amiga minha (e aposto que muitas avós por aí) denomina “modernidade” todo esse glamour da Augusta sobre o underground paulista: as dykes, as bichas, as travas, a língua das travas cujo nome esqueci, meu edi! Enfim, tudo isso e mais um pouco. Hoje descobri o lugar de lazer diurno da modernidade: o minhocão em dias de feriado e domingões! Fui passear de bicicleta, um sol lindo, um céu azul incrível e vento na cara! Um monte de bichas passando bronzeador e paquerando, as travas moradoras dos prédios-cortiços locais na janela fumando cigarro e observando os passantes com seus bobs nos cabelos, estilo Dona Florinda. As sapateens treinando skate… Os churrascos nas lajes. De ponta a ponta o minhocão é o farol da modernidade, diferentemente do que pensam os integrantes da elite e do cansei, segundo a Revista Veja.

  • joanna newson Ao vivo é tão mais lindo som da Joanna Newson. Aquela elfa, anã de jardim cantando seus sons bizarrinhos como se fosse de outro planeta. Foi lindo! Sua música parece minhas ervas daninhas do jardim subindo pelos obstáculos que encontram e se emaranhando. Pena que ela não tocou The sprout and the bean

    Me lembra um pouco, de forma diferente, os trabalhos do Matthew Barney. Ele cria mundos, personagens, leis e linguagem próprias. Até tem um “quê” de elfos e montros de fábulas nos cremasters. Tem algo de mitologia, eles reinventam uma mitologia própria. Não sei bem explicar mas tenho essa sensação. Sou fã dos dois.

  • Achei uns trabalhos que eu fiz quando estava na faculdade há um tempão atrás… Olhando agora me parecem estranhos, fui eu mesmo que fiz isso?

    04day Leia mais…

  • alpargatas

    De acordo com a Wikipedia sustentabilidade é um conceito sistémico, relacionado com a continuidade dos aspectos económicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. “Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.”

    Pessoalmente eu adorei a definição que vi em um site de design de produtos que dizia: “The concept of sustainability was first expressed in 1712 in German as Nachhaltigkeit. Three centuries later, the concept of sustainability has grown both in meaning and importance. In today’s world, sustainability is more than just being green. Rather, it has evolved into a belief system, an approach to living, being. Sustainability has been defined as having multiple intentions all of which center on the idea of balance, of giving as much as we take, be it through economics, the environment or on the everyday human level.”

    Eu não sou muito politizada para poder fazer minha própria definição ou mesmo opinar muito sobre o assunto mas acho que é um ideal lindo e muito possível de atingir em níveis pessoais. Eu ganhei essas alpargatas do meu pai que as cmprou por 5 pesos na Argentina. Elas são produzidas no Uruguai e não sei nem como nem por quem, talvez seja até feita por trabalho escravo ou coisas do tipo. Mas acho tão lindas e os materiais usados são tão humanos, baratos e biodegradáveis que resolvi desenhar elas e pensá-las como um produto sustentável num sentido mais restrito. Queria poder produzi-las aqui e desenhar modelos mais interessantes para revender baratinho. Muito melhor que Nike e qualquer um pode comprar e fazer o mesmo, just do it!

  • &made at paul smith

    Fiquei vendo as imagens da Semana de Design de Milão desse ano no site Designboom e fiquei estupefata. Pareciam mais um monte de instalações incríveis. A imagem acima me lembra muito uma instalação da Mona Hatoum que eu vi na Documenta 11.

    Acho super interessante essa fronteira, ou melhor, película que separa o que entendemos como arte e design. A princípio eu tinha muita necessidade de separar as duas coisas, os dois termos, dois conceitos. Eu me convencia de que o design era algo utilitário, tinha que ser útil, do dia-a-dia e arte era algo de âmbito reflexivo e mais profundo, questionador e filosófico. Algumas coisas não mudaram, arte pra mim continua sendo tudo aquilo que vejo e me põe pra pensar, questiona minhas posições. Só que nesse momento eu acho que o design de modo geral me coloca questões como esta muito mais do que qualquer outra exposição ou trabalhos de artistas que eu tenha visto desde 3 anos pra cá.

    Eu concordo que alguns desses trabalhos expostos na feira de Milão não são questionadores at all, são puramente visuais e nisso eles são muito bons, já outros tenho a impressão de “chuparem” até demais a arte e deixando de lado o significado e exibindo dentro de um cubo branco em cima da pilastra apenas o significante. Mesmo assim tem muita coisa interessante que questiona sim o nosso modo de vida, o que consumimos, onde vivemos e todas as crises contemporâneas nessa área como o aquecimento global, falta de espaço, falta de petróleo, falta de comida para todos etc. Acho até que questiona de forma mais incisiva e ainda propõe algumas mudanças com materiais e ideais sustentáveis – muito mais do que a arte, que pelo o que tenho visto ultimamente parece brincar de boneca enquanto o mundo pega fogo.

    Nesse sentido, na minha opinião isso tudo é arte sim, assim como a Catherine David não vê distinção entre um escultor e um antropólogo, ou sociólogo, como artistas, desde que estes tragam uma discussão pertinente e de peso para o público. A questão, porém, é muito mais complicada porque não fica só na questão da “comunicação”, que é o ponto mais discutido aqui por mim, é muito mais, é reflexão, en fim é complicado e eu estou ficando tonta. O importante é ver e pensar sobre tudo isso e um pouco mais, aí vão algumas imagens que eu achei interessantes:

    ingo maurer

    ricoperto

    british council

  • desenho_agenda3.jpg

    Não quero mais ser estuprada pelo teu olhar
    Não fecho os ouvidos, não fecho meus olhos, não abro minhas pernas.
    Não peço perdão, não quero desculpas…

    Também não quero colo, quero respeito.
    Ouço seus passos aveludados se aproximarem…
    e meus ossos se contraírem até trincarem junto aos seus.

    O passado seca minhas veias,
    E da gente não sobra mais do que a poeira.

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que poeira leve

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café, pão e fitinha do bonfim

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Meulesquine

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geração perdida

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Jumento não é

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Curitas mi mejor amigo

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feriado modernoso.

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the difference between the sprout and the bean

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túnel do tempo…

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sobre suntentabilidade

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arte X design: qualquer semelhança é mera coincidência?

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