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Gabriel postou no blog dele uma reflexão bem legal sobre design:
“
Ao contrário do que pensam, o design experimental não está tão ligado assim
ao experimentalismo.
A indústria mundial não consegue mais competir com a indústria chinesa por conta da produção barata, buscando então um outro diferencial, o diferencial do conteúdo. No caso de um objeto industrial, o design: de interface, gráfico, volumétrico… O design vem ganhando novos títulos e definições, design é líquido, não é sólido, ele espalha, vaza, flui, preenche, enche, ele não congela, não evapora. Qual a diferença entre um Ipod e um MP3 Player chinês, senão o Design. Os grafismos conduzem o olhar para dentro da informação, ele deixa de ser visual, passa a ser sentido, a exemplo das novas publicidades (que estão saindo de Londres), onde os outdoors crescem de plantas, tem cheiros, mudam conforme o clima e estimulam mais que o sentido da visão. O Design agora é comunicação, e não mais trabalha para ela, dando então margem a vários tipos de leitura, como um texto ou uma obra de arte, ele faz sentido por si só, traz informações próprias, existe independentemente.
O Design proporciona mais que um suporte visual, ele então passa a transmitir experiências sensoriais além da visão, por isso o nome de Design Experimental. Não vem do substantivo-rótulo de experimentalismo, mas sim do verbo-vivo-sentido de experimentar. Experimente!”
