Eu fico feliz em ver trabalhos como o de Gabriel Sierra que permeia a arte e o design com criações para se ver e viver. Objetos do cotidiano, cenas, intervenções. Eu acho interessante entender como o que talvez seja uma falta de mercado de arte na Colômbia, como foi colocado no Designboom, leva à criação destes trabalhos. Quer dizer, lógico que não é só isso… que fique claro que eu levo o contexto todo em consideração mas este fator me pega no momento.

Às vezes eu acho que é mais fácil criar com uma certa limitação de matéria-prima ou espaço expositivo ou verba, enfim. Parece que aquilo se torna uma missão impossível e o embate facilita a vontade de criar. Sei lá, digo isso pois acho que, no design (gráfico e industrial) principalmente, os melhores trabalhos são aqueles que no final das contas foram feitos mais de ideais do que de materiais. Talvez seja o domingo, eu não devia dizer, mas esse céu turvo essa cerveja, botam a gente comovido como o diabo. E o que me deixa triste é saber que o Sierra expôs na Galeria Fortes Vilaça e eu nem fiquei sabendo. Será mesmo que aconteceu? Domingo é uma noite inteira em claro que a gente tem que passar consciente antes de começar a semana.
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