art.
abr 12.09 | some fresh art

Betsy Walton tem uma produção intensa! Vale conferir aqui.
Uma dica: tenho achado muita coisa boa no site da Rojo!
abr 07.09 | O que é ilustração?

Essa é a resposta do Michael Surtees no DesignNotes.
mar 23.09 | mi calle su casa
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O sonho de uma cidade pública, dotada de espaços de encontros e trocas livres, é abandonado em favor do privilégio concedido ao ambiente privado pela globalização e as condições pós-modernas de desenvolvimeno do capitalismo” Amer Moustafa
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Usar o transporte público em vez do automóvel privado tem claramente consequências ambientais que impactam a vivibilidade da cidade. Mas não é só uma questão dos efeitos dessa decisão sobre a qualidade do ar que se respira. É também o impacto sobre os aspectos relacionais e de interação entre pessoas, e do nosso próprio relacionamento com a cidade.
Moro na Europa já há varios anos e recebo frequentemente visitas no Brasil. Certa vez recebi um amigo de São Paulo com seu sobrinho adolescente. Foi desconcertante perceber que o rapaz não sabia como se relacionar com a rua, demonstrando dificuldades em entender coisas simples como o funcionamento dos bilhetes do metrô, como atravessar a rua, como dividir a calçada com outros pedestres. Evidentemente ele cresceu quase sem contato direto com a cidade, não tendo portanto a vivência do tempo-espaço da rua que, vista sempre de dentro de um carro, é percebida como um lugar de passagem, mas não de convivência.”
Lara Penin no texto “Urbano todos os dias” que faz parte do Caderno SESC_Videobrasil 04 Ocupação do Espaço | *Esse caderno é bem bom, viu? Textos legais, entrevistas ótimas com a Renata Lucas e Oda Projesi.
LINKS:
Bicicletada Curitiba: A rua é de todos!
Apocalipse motorizado
Sustainable everyday
Oda Projesi ou Projeto Sala
release do Caderno SESC_Videobrasil 04 Ocupação do Espaço
mar 19.09 | Sigmar Polke

You May be Spending a Lot of Your Weekend Thinking About Alternative Careers, 2000Eu ia fazer um “P.S.” no post anterior mas achei melhor escrever outro pra dizer que lembrei do Sigmar Polke que também utiliza diversas técnicas em seus trabalhos. Quando fui a uma exposição dele o que mais me marcou foram os títulos (além das obras grandes e impressionantes). Eramempre frases compridas que muitas vezes não se reacionavam em nada com o que estava sendo representado visualmente. A partir daí virei fã do artista e me dei conta da importância do título, odeio muito trabalho sem título.

Most highly valued are the ones whose scent only spreads a few centimetres around them and can only be detected in the immediate vicinity, 1996
mar 18.09 | Alex Lukas

Ao contrário do que muitos pensavam mundo está acabando mas a pintura não! Depois de ver aquelas pinturas hiper-realistas acho que entendi porque o povo achava que a pintura ja tinha dado o que tinha pra dar nas artes, né? Mas é só um meio, ferramenta que dá pano pra manga para as discussões. Lembro que uma vez foi falado que a maioria dos pintores eram homens e que a pintura era uma coisa do meio masculino e a fotografia mais do feminino. Sei lá, não tenho opinião sobre isso.
Enfim, as pinturas do Alex Lukas trazem muito do olhar fotográfico mas sem estar vinculado a discussão do hiper-realismo. Ele aproveita bem o suporte bidimensional fazendo uso de várias técnicas e tintas (acrilica, aquarela, guache, spray, serigrafia…). Vale ver com cuidado e ler a entrevista do cara aqui no Fecal Face.
fev 12.09 | Fanzinoteca ambulante

A Fanzinoteca ambulante é um projeto espanhol que tem como intenção divulgar publicações independentes e não comerciais. Os fanzines são conhecidos pela qualidade tosca, produzidos com baixo custo, na maioria com colagens e xerox. O mais legal é a ideia do módulo itinerante de consulta com os diversos fanzines e um móvel para eventos e atividades com um xerocão, tesouras, colas carimbos para quem quiser fazer o seu.Pra mim fanzine tem gostinho de infância, pré-adolescência, mas me deu super vontade de fazer colagens e repensar esse formato que é tão bacana e usar de veículo para alguma publicação. Me lembrou também Eloísa Cartonera… Gosto dessas ações baixo-custo, DIY, me deixa uma esperança de mundo melhor e de que estamos fazendo pequenas revoluções dentro desse sistema errado. Acho um absurdo não poder xerocar livros, sou a favor da cópia sim, acesso livre ao conhecimento!
jan 22.09 | doce olhar

by Liz Wolfe
Enjoy it…while it lasts, 2007 by Timothy John Berg.
Ambos achados do Design For Mankind.Déjà vu! Postei algo parecido antes aqui.
dez 17.08 | levantando o tapete

Esses são alguns desenhos do artista argentino Nicolas Róbbio que foram censurados no jornal da Bienal, 28b. O prédio da Bienal (dentro) é um estacionamento e fora um parque de diversões, somos cara-de-pau e o monumento é um joão-bobo? hahah! Muito bom!O Cypriano escreveu um texto ótimo criticando a Bienal e colocando o dedo na ferida sem dó! Leiam aqui. No final ele fala do movimento colocar a sujeira debaixo do tapete por parte da curadoria ao criar uma situação de falsa crítica e acordo de cavalheiros com a presidência da instituição. Fica aquela velha pergunta: “é possível realizar a crítica institucional dentro da instituição?”. E o encobrimento se torna mais óbvio quando o Ivo diz que vai fazer um relatório final acerca de conclusões sobre o evento porém ele será secreto. Ou seja, o compromisso do Ivo no final das contas é com a instituição e não com o público. Olha o que o Cypriano diz sobre isso:
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É compreensível que existam relatórios internos que não precisam ser públicos. Contudo, no caso da 28ª Bienal, esse documento seria como o relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e relatórios de CPI são necessariamente públicos.” Auditoria, já! haha!
Outros trechos do texto:
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a bienal da crítica institucional separou a reflexão da produção artística, como se a crítica não pudesse ser realizada pelos artistas, ou pior, deveria ser evitada.
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A ausência de projetos de risco na Bienal, tornou-se assim, uma marca desse evento, como afirmou a artista Carla Zaccagnini, no último debate da série “A Bienal de São Paulo e o meio artístico brasileiro: memória e projeção”.
Sobre o tal do jornal 28b:
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O jornal 28b, aliás, comprova outra das incongruências de “em vivo contato”: se por um lado ele cria um novo circuito para a Bienal, ao ser distribuído gratuitamente pela cidade, por outro, seu conteúdo é tão conservador que chega a ser estarrecedor. A começar pela existência de um editorial: Por que é preciso uma página tão hierárquica, com a voz de um dono da verdade como um editor? Mas não é só isso: Por que os artigos são tão convencionais rebaixando o conteúdo, evitando a reflexão? Por que evitar as polêmicas da mostra, como se elas não existissem, dando a impressão de um “house organ” publicitário? Por que buscar agradar o leitor a todo custo, no modelo “o povo fala” usado nos tablóides sensacionalistas?
dez 11.08 | COMIDA

Tina Girouard, Carol Goodeen e Gordon Matta-Clark em frente ao Food, restaurante aberto pelo artista em 1971. Não resisti a colocar aqui essa imagem tão legal. Adoro o “COMIDAS CRIOLLAS“, me lembra empanadas criollas, carne dulce… hmmm! E o Gordon era bem bonitinho, né?
Acima imagens do inteiror da cozinha e outra foto da fachada.
Leia mais…
dez 10.08 | Rirkrit Tiravanija em erupção

Rirkrit Tiravanija é minha mais nova paixão! Só fui tomar conhecimento da sua existência ao citar um trabalho do Matta-Clark (aquele em que ele propõe uma cozinha comunitária) para a Roberta que me falou de um trabalho parecido do Tiravanija de 1992 que consistia em uma ação (sculpture–performance–guerrilla) em que ele esvaziou uma galeria em NY e instalou uma cozinha onde fazia comida tailandesa e as pessoas eram convidadas a se servir e comer de graça (foto abaixo).
Não é à toa que ele refez em 2007 a obra do Matta-Clark Open House de 1972 (imagem acima à direita).Ele veio ao Brasil na bienal passada mas infelizmente passou depercebido por mim. Seu trabalho consiste basicamente em ações (mais para o happening e não performance) políticas e sociais questionando o objeto de arte e consequentemente as instituições.
Fiquei intrigada depois de ler sobre uma retrospectiva dele feita no Museu de Arte Moderna de Paris em que o lugar estava vazio e os visitantes entravam em contato com suas obras através dos monitores que relatavam algumas das ações que ele havia realizado. Achei bacana e super contundente com o que ele se propõe.Lendo mais sobre o trabalho dele descobri que a ação em que ele cozinha para o público é na realidade inspirada num “Parangolé Área” do Hélio Oiticica! Sobre isso ele fala “Conheci o trabalho do Hélio mais tarde, mas junto com Gordon Matta-Clark e Broodthaers, ele se tornou minha maior referência” (link).
A entrevista de Rirkrit Tiravanija feita pela Lisette (aqui na Trópico) levanta questões interessantes e que dizem bastante respeito ao que foi questionado e proposto (com pouco sucesso) pela 28a Bienal esse ano:
“A falta de instituições pode ser útil, já que o vazio pode ser preenchido com idéias, que estavam ausentes nas ‘instituições’, talvez alternativas (o que também é uma instituição), mas pensando em paralelo. A arte e os artistas devem voltar à sua capacidade de sustentar idéias sem a necessidade da economia.”
Acho bonito também essa passagem:
“Eu me esforço muito para não privilegiar as imagens posteriores, para não fazer documentação, nem ter consciência do efeito do trabalho, que toma muitos rumos. E para não usar a imagem como representação do evento (convertendo-a no próprio trabalho). Prefiro abrir mão da imagem.”E ele deixa bem claro como funciona sua obra e as diferenças entre ação (happening) e performance quando diz que “na performance de Yves Klein (ou na idéia de performance) há aquele que faz a performance e a platéia, há a visão e aquele que a vê. Eu não gostaria de montar as coisas com essas idéias. Prefiro que a situação tenha escorregões e erupções.”
dez 08.08 | hasta la vista
Depois da decepção do Los Super Elegantes minha vontade (que já não era grande) de ver a Bienal foi a zero. Fui no encerramento-balada falida do coletivo assume vivid astro focus e me bateu uma tristezinha ao ver os panos e escritos no espaço da Dora que era destinado ao projeto anarcademia. Aparentemente ele não deu certo assim como para o Cypriano o projeto da Bienal “Em Vivo Contato” não aconteceu. Sobre isso ela fala no site “…achamos que o projeto estava sofrendo grande desgaste e que não estávamos tendo condições de adequá-lo às regras da Fundação.”
Também não consegui visitar a Paralela esse ano apsear da minha vontade de ver os trabalhos ser grande, tinha muito artista bom! Para consolar, ai vai um vídeo da Sara Ramo:
E aqui uma foto do trabalho da Brígida:

dez 01.08 | maré…

Essas imagens do fotógrafo norueguês Rune Guneriussen (achei no RebelArt) me lembraram muito o trabalho do Nuno Ramos, Maré-Mobília. Fui procurar algumas imagens, mas nenhuma é muito boa [dá pra clicar em cima que ela amplia].
Lembrei também de um texto lindo de autoria do próprio artista que li na faculdade… ele descrevia as gotas da chuva caindo na água do mar. Deve estar publicado em algum livro dele, só não sei qual, preciso buscar urgente! Mas dá pra ter uma sensação do que ele fala vendo esse vídeo da exposição Morte das Casas realizada no CCBB em 2004.






















