consumption.
jul 22.09 | crise
O termo a que Jean Baudrillard se refere parece fazer mais sentido após assistir a aula de Vladimir Safatle em que ele se refere à retórica de consumo, à colonização da cultura contemporânea através da moda, cinema e musica pop. Onde um pólo alimenta o outro gerenciados pela industria cultural, conglomerados, empresas.
“Muito mais que a especulação da arte e da mercantilização dos valores estéticos é preciso temer a transcrição de todas as coisas em termos culturais, estéticos, em signos museográficos. Nossa cultura dominante é isso: a imensa empresa de museografia da realidade, a imensa empresa de armazenamento estético que logo mais se verá multiplicado pelos meios técnicos da informação atual com a simulação e a reprodução estética de todas as formas que nos rodeam e que logo mais passarão a ser realidade virtual.” J. Baudrillard [via Wokitoki]
E sobre essa realidade virtual Flusser explica bem o que estamos vivendo quando fala que as imagens, “o mundo-da-ficção em superfície, o mundo das massas, está mascarando cada vez mais seu caráter fictício.” Perde-se assim o senso de “realidade” e nos tornamos alienados. [O mundo codificado]
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mar 09.09 | película
Quem ainda teima em tirar fotos com a máquina antiga está pagando um preço alto para ter o filme revelado e ainda mais se quiser ampliar em papel! Uma das saídas está sendo escanear a película que também é uma boa se vc quer recuperar as fotinhos antigas guardadas para o meio digital. Achei esse mini scanner de bolsa no site Popgadget.

Pena que ele foi desenhado apenas para filme 35mm… Seria meu sonho de consumo ter um desses para escanear meus negativos e cromos da Diana. Constatei que com a grana que gasto com poucos filmes eu já poderia comprar um scanner bem bom!Pra quem quiser saber, eis os preços (absurdos e sem sentido) para filme 120mm de dois laboratórios populares:
Revelação apenas:
Capovilla – R$20,00 [disseram que é mais caro pois o processo é manual. Acho que manualmente colocam a película na máquina...]
Labtec – R$12,00Scanner (tamanho máximo 15cm com resolução 300dpi, ou seja, nada muito incrível):
Capovilla – R$6,00 por fotograma
Labtec – R$15,00 por fotograma [mas se vc escanear o filme todo eles fazem um preço camarada de 40 contos, por aí...]
dez 19.08 | ecapitalismo!
Que medo esse tal de “Capitalismo Verde” citado na tradução do texto “20 Theses against green capitalism” no Apocalipse motorizado. Quando li primeiramente nos feed achei uma viagem alarmista demais… mas quando entrei no site hoje pra linkar como referência no Twitter assisti ao vídeo (que não aparece nos feeds pq é youtube) e fiquei horrorizada! Gentem! “ECO-SEXY”???? “Quem precisa do protocolo de Kyoto se podemos comprar eco”??? Minha nossa senhora, dêem uma olhada nisso:
Alguns apontamentos que o texto coloca em relação a isso:“
(…) Esta postura não altera em nada a rota de colisão entre as economias de mercado e a biosfera.
“
7. O “Capitalismo Verde” não vai colocar em discussão o poder daqueles que mais emitem gases de mudanças climáticas (empresas de energia, companhias aéreas, montadoras de automóveis, agricultura industrial), mas simplesmente vai despejar mais dinheiro nestas empresas, para ajudá-las a manter seus lucros mediante pequenas mudanças ecológicas, que serão muito pequenas e tomadas muito tarde.
Leia na íntegra aqui.
Difiícil viver num mundo onde tudo vira produto…
E agora uma piadinha infame do meu pai que eu não poderia deixar passar: “2009 vai ser o ano do consumismo: con su mismo auto, con su mismo celular, con su mismo pantalón…”
ago 19.08 | proteção com estilo
Uma futilidade para quem acha, como eu, que capacete de bicicleta é muito feio:




Não falta inventar mais nada, né? Consome, consome, consome…
via Cool Hunting.
mar 03.08 | A revista de uma página só
Em One Page Magazine podemos ver a relação entre o conteúdo e anúncios publicitários no espaço de algumas publicações como a revista National Geographic e a Wired. A comparação é óbvia: quanto mais fútil o conteúdo e o tema mais entuxam marcas e coisas na revista para vender, olha a Vogue! Outra coisa notável é o uso do canto inferior direito para a assinatura dos logos.

A National Geographic tem 25 páginas com anúncios publicitários enquanto a Vogue (versão francesa no exemplo acima) tem 236.
(Via Graphicology.)








