culture.
jul 22.09 | crise
O termo a que Jean Baudrillard se refere parece fazer mais sentido após assistir a aula de Vladimir Safatle em que ele se refere à retórica de consumo, à colonização da cultura contemporânea através da moda, cinema e musica pop. Onde um pólo alimenta o outro gerenciados pela industria cultural, conglomerados, empresas.
“Muito mais que a especulação da arte e da mercantilização dos valores estéticos é preciso temer a transcrição de todas as coisas em termos culturais, estéticos, em signos museográficos. Nossa cultura dominante é isso: a imensa empresa de museografia da realidade, a imensa empresa de armazenamento estético que logo mais se verá multiplicado pelos meios técnicos da informação atual com a simulação e a reprodução estética de todas as formas que nos rodeam e que logo mais passarão a ser realidade virtual.” J. Baudrillard [via Wokitoki]
E sobre essa realidade virtual Flusser explica bem o que estamos vivendo quando fala que as imagens, “o mundo-da-ficção em superfície, o mundo das massas, está mascarando cada vez mais seu caráter fictício.” Perde-se assim o senso de “realidade” e nos tornamos alienados. [O mundo codificado]
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jun 02.09 | punking paris hilton
Te amo Banksy, sensacional!
set 09.08 | Amores privados em lugares públicos
A revista Época publicou trechos de cartas eróticas inéditas escritas por Guimarães Rosa para sua mulher Aracy de Carvalho. A matéria tem como título “P.S.: Beijo tua boquinha gulosa”. Eu acho um pouco bizarro o fato de duas historiadoras publicarem um livro com as tais cartas, meio invasão de privacidade, sei lá. Por mais lindas que sejam, o escritor deve estar se revirando de vergonha no caixão, rs! Aí vai um trecho:
“Antes e depois, beijar, longamente, a tua boquinha. Essa tua boca sensual e perversamente bonita, expressiva, quente, sabida, sabidíssima, suavíssima, ousada, ávida, requintada, ‘rafinierte’, gulosa, pecadora, especialista, perfumada, gostosa, tão gostosa como você toda inteira, meu anjo de Aracy bonita, muito minha, dona do meu coração”.
Acima uma fotografia linda de Guimarães Rosa e Aracy em Veneza que pertence ao acervo de Eduardo Tess, filho do casal, recentemente organizado (aliás por um amigo meu!) citado na revista Bravo!.
set 09.08 | mulheres de fibra na Wallpaper
A Wallpaper de outubro é uma edição especial com 428 páginas e editorias feitos pela arquiteta Zaha Hadid, a artista francesa Louise Bourgeois e Rei Kawakubo, estilista da Comme des Garçons. Foda!
via paula rizzo
jul 30.08 | geração perdida

Além da crítica às bandinhas indies achei essa em relação à cultura hipster na revista Adbusters… eles dizem “contracultura” mas não sei não. Não acho nada incrível os hipsters, é sempre meio risível ver um punhado de gente vestida igual e com mesmo olhar, e não sei se podem ser comparados aos punks ou outra manifestação cultural de contestação numa dimensão mais política. Não tem muito a ver. Enfim, algumas aspas:“
We are a lost generation, desperately clinging to anything that feels real, but too afraid to become it ourselves. We are a defeated generation, resigned to the hypocrisy of those before us, who once sang songs of rebellion and now sell them back to us. We are the last generation, a culmination of all previous things, destroyed by the vapidity that surrounds us. The hipster represents the end of Western civilization – a culture so detached and disconnected that it has stopped giving birth to anything new.”
“
An artificial appropriation of different styles from different eras, the hipster represents the end of Western civilization – a culture lost in the superficiality of its past and unable to create any new meaning. Not only is it unsustainable, it is suicidal. While previous youth movements have challenged the dysfunction and decadence of their elders, today we have the “hipster” – a youth subculture that mirrors the doomed shallowness of mainstream society.”
“
Hipsterdom is the first “counterculture” to be born under the advertising industry’s microscope, leaving it open to constant manipulation but also forcing its participants to continually shift their interests and affiliations. Less a subculture, the hipster is a consumer group – using their capital to purchase empty authenticity and rebellion. But the moment a trend, band, sound, style or feeling gains too much exposure, it is suddenly looked upon with disdain. Hipsters cannot afford to maintain any cultural loyalties or affiliations for fear they will lose relevance.”
mai 12.08 | Irina Palm
Esse fim de semana assisti um filme ótimo indicado por um amigo que está na gringa chamado Irina Palm. Eu não sei quando ou se vai entrar em cartaz por aqui, quem puder vale a pena baixar! A personagem principal é interpretada pela Marianne Faithfull. O roteiro é ótimo, eu adorei muito, pena que eu infelizmente baixei sem querer dublado em espanhol (pateta né?) tomem cuidado pois é comum não avisarem no arquivo do torrent. Postei o trailer aí em baixo mas quem gosta de surpresas não veja, é bem mais legal ir assistir sem saber do que se trata. Aliás, talvez eu tenha gostado tanto exatamente por não saber nada sobre o filme. Ixi… de repente comecei a achar que nem é tão bom assim, rs! Então pra quem não sabe quem é a fofa que faz a atriz principal aí vai um vídeo:
mai 03.08 | cidades possíveis
Caminhando na Rua Dona Veridiana hoje de manhã me deparei com esse carro.


Fofo, né? O motorista deve ser também ciclista. É difícil fazer tudo de bike nesta cidade feita para carros e cheia de pirambeiras. Meu lema é caminhe sempre, se for longe vá de bike se for mais longe vá de metrô ou ônibus e se realmente não der pegue o carro. As pessoas são muito comodistas e precisam começar a tomar consciência disso. Faz bem pra saúde e é gostoso caminhar e andar de bicicleta.“
Ninguém será capaz de dizer o que irá funcionar em uma cidade só olhando para cidades-jardim de subúrbio, manipulando maquetes ou inventando cidades de sonho.
É preciso sair e caminhar.”
Jane Jacobs no apocalipse motorizado.
abr 29.08 | Projeto casa-móvel para mendigo


Carolina Pino repensa a moradia de rua com esse projeto intitulado “shellhouse“. Só não sei se os mendigos iam gostar, é bem melhor um cobertorzinho… Também não entendi direito pra quê colocar um transmissor com frequência de rádio que informa o nome, idade e origem do mendigo. Quer dizer, lógico que é para monitorar os caras, meio bizarro, tipo que nem aquelas pulseiras que colocam nos passarinhos. Será que alguém algum dia vai entender que mendigo também é gente e não bicho? Mas tem uma coisa bem legal nesse projeto que é a forma DIY (Do it yourself), no site dele qualquer um pode baixar as instruções para fazer a casa e o tal do transmissor. Eu penso que o transmissor poderia servir pros camelôs ficarem sabendo quando a polícia vai aparecer, assim eles podem rapidinho levantar a banca, rs!
Uma coisa bonita que ela escreve no projeto:“
A house is where we validate this existence in the physical space.
A shelter that gives us protection, our intimate space.











