exhibition.
jan 20.09 | o errado certo

The Right Kind of Wrong é uma exposição do artista gráfico Anthony Burrill e designer de móveis e produtos Michael Marriott que acontece na agência de publicidade Mother em Londres.
“It’s about the truth of materials, not disguising what things are made out of.” Conscious of the environmental times we live in, Burrill and Marriott set out to use as much of the materials as possible, and to waste nothing.
The theme of truth was also somewhat inspired by the exhibition’s setting in an advertising agency. “[The sculpture] feels a bit like a seige tower or Trojan Horse, and advertising doesn’t always deal with the truth all the time,” Burrill says. “There’s lots of layers to it.”
via CR Blog.
dez 17.08 | levantando o tapete

Esses são alguns desenhos do artista argentino Nicolas Róbbio que foram censurados no jornal da Bienal, 28b. O prédio da Bienal (dentro) é um estacionamento e fora um parque de diversões, somos cara-de-pau e o monumento é um joão-bobo? hahah! Muito bom!O Cypriano escreveu um texto ótimo criticando a Bienal e colocando o dedo na ferida sem dó! Leiam aqui. No final ele fala do movimento colocar a sujeira debaixo do tapete por parte da curadoria ao criar uma situação de falsa crítica e acordo de cavalheiros com a presidência da instituição. Fica aquela velha pergunta: “é possível realizar a crítica institucional dentro da instituição?”. E o encobrimento se torna mais óbvio quando o Ivo diz que vai fazer um relatório final acerca de conclusões sobre o evento porém ele será secreto. Ou seja, o compromisso do Ivo no final das contas é com a instituição e não com o público. Olha o que o Cypriano diz sobre isso:
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É compreensível que existam relatórios internos que não precisam ser públicos. Contudo, no caso da 28ª Bienal, esse documento seria como o relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e relatórios de CPI são necessariamente públicos.” Auditoria, já! haha!
Outros trechos do texto:
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a bienal da crítica institucional separou a reflexão da produção artística, como se a crítica não pudesse ser realizada pelos artistas, ou pior, deveria ser evitada.
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A ausência de projetos de risco na Bienal, tornou-se assim, uma marca desse evento, como afirmou a artista Carla Zaccagnini, no último debate da série “A Bienal de São Paulo e o meio artístico brasileiro: memória e projeção”.
Sobre o tal do jornal 28b:
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O jornal 28b, aliás, comprova outra das incongruências de “em vivo contato”: se por um lado ele cria um novo circuito para a Bienal, ao ser distribuído gratuitamente pela cidade, por outro, seu conteúdo é tão conservador que chega a ser estarrecedor. A começar pela existência de um editorial: Por que é preciso uma página tão hierárquica, com a voz de um dono da verdade como um editor? Mas não é só isso: Por que os artigos são tão convencionais rebaixando o conteúdo, evitando a reflexão? Por que evitar as polêmicas da mostra, como se elas não existissem, dando a impressão de um “house organ” publicitário? Por que buscar agradar o leitor a todo custo, no modelo “o povo fala” usado nos tablóides sensacionalistas?
dez 10.08 | Rirkrit Tiravanija em erupção

Rirkrit Tiravanija é minha mais nova paixão! Só fui tomar conhecimento da sua existência ao citar um trabalho do Matta-Clark (aquele em que ele propõe uma cozinha comunitária) para a Roberta que me falou de um trabalho parecido do Tiravanija de 1992 que consistia em uma ação (sculpture–performance–guerrilla) em que ele esvaziou uma galeria em NY e instalou uma cozinha onde fazia comida tailandesa e as pessoas eram convidadas a se servir e comer de graça (foto abaixo).
Não é à toa que ele refez em 2007 a obra do Matta-Clark Open House de 1972 (imagem acima à direita).Ele veio ao Brasil na bienal passada mas infelizmente passou depercebido por mim. Seu trabalho consiste basicamente em ações (mais para o happening e não performance) políticas e sociais questionando o objeto de arte e consequentemente as instituições.
Fiquei intrigada depois de ler sobre uma retrospectiva dele feita no Museu de Arte Moderna de Paris em que o lugar estava vazio e os visitantes entravam em contato com suas obras através dos monitores que relatavam algumas das ações que ele havia realizado. Achei bacana e super contundente com o que ele se propõe.Lendo mais sobre o trabalho dele descobri que a ação em que ele cozinha para o público é na realidade inspirada num “Parangolé Área” do Hélio Oiticica! Sobre isso ele fala “Conheci o trabalho do Hélio mais tarde, mas junto com Gordon Matta-Clark e Broodthaers, ele se tornou minha maior referência” (link).
A entrevista de Rirkrit Tiravanija feita pela Lisette (aqui na Trópico) levanta questões interessantes e que dizem bastante respeito ao que foi questionado e proposto (com pouco sucesso) pela 28a Bienal esse ano:
“A falta de instituições pode ser útil, já que o vazio pode ser preenchido com idéias, que estavam ausentes nas ‘instituições’, talvez alternativas (o que também é uma instituição), mas pensando em paralelo. A arte e os artistas devem voltar à sua capacidade de sustentar idéias sem a necessidade da economia.”
Acho bonito também essa passagem:
“Eu me esforço muito para não privilegiar as imagens posteriores, para não fazer documentação, nem ter consciência do efeito do trabalho, que toma muitos rumos. E para não usar a imagem como representação do evento (convertendo-a no próprio trabalho). Prefiro abrir mão da imagem.”E ele deixa bem claro como funciona sua obra e as diferenças entre ação (happening) e performance quando diz que “na performance de Yves Klein (ou na idéia de performance) há aquele que faz a performance e a platéia, há a visão e aquele que a vê. Eu não gostaria de montar as coisas com essas idéias. Prefiro que a situação tenha escorregões e erupções.”
dez 08.08 | hasta la vista
Depois da decepção do Los Super Elegantes minha vontade (que já não era grande) de ver a Bienal foi a zero. Fui no encerramento-balada falida do coletivo assume vivid astro focus e me bateu uma tristezinha ao ver os panos e escritos no espaço da Dora que era destinado ao projeto anarcademia. Aparentemente ele não deu certo assim como para o Cypriano o projeto da Bienal “Em Vivo Contato” não aconteceu. Sobre isso ela fala no site “…achamos que o projeto estava sofrendo grande desgaste e que não estávamos tendo condições de adequá-lo às regras da Fundação.”
Também não consegui visitar a Paralela esse ano apsear da minha vontade de ver os trabalhos ser grande, tinha muito artista bom! Para consolar, ai vai um vídeo da Sara Ramo:
E aqui uma foto do trabalho da Brígida:

dez 01.08 | maré…

Essas imagens do fotógrafo norueguês Rune Guneriussen (achei no RebelArt) me lembraram muito o trabalho do Nuno Ramos, Maré-Mobília. Fui procurar algumas imagens, mas nenhuma é muito boa [dá pra clicar em cima que ela amplia].
Lembrei também de um texto lindo de autoria do próprio artista que li na faculdade… ele descrevia as gotas da chuva caindo na água do mar. Deve estar publicado em algum livro dele, só não sei qual, preciso buscar urgente! Mas dá pra ter uma sensação do que ele fala vendo esse vídeo da exposição Morte das Casas realizada no CCBB em 2004.
ago 21.08 | Madrasta naturaleza
A bienal não vai ser tão vazia assim, pelo menos vou ver os trabalhos do Gabriel Sierra… morro de amores!

Lembrete da desvalorização da moeda. Quanto mais a fruta apodrece mais seu dinheiro desvaloriza.
Proposta para fazer os espelhos menores assim as casas parecem maiores.
Desse flickr aqui.
Sombra para bombillo que acompaña individuos solitarios – 2003
Refresco verde ou Cola verde.
Obras expostas no encontro internacional de Madellín.
ago 21.08 | subvertendo a forma
É da designer Nina Saunders a individual intitulada “Autumn flowers” na galeria Pallant House de Londres. Ela recria e repensa a forma usando móveis e tecidos clássicos tipo William Morris.
Achado no designboom hoje.
ago 20.08 | Reativar
REACTIVATE!! Espacios remodelados e intervenciones mínimas é uma exposição do Espaço de arte contemporânea de Castelló – EACC que visa a discussão em torno da arquitetura urbana. Exemplos legais de como é melhor reativar lugares abandonados ou deixados pra lá do que ficar construindo mais e mais e mais. Lá tem também site-specifics, intervenções e ações comunitárias.


Acima a Matryoshka dolls house dos arquitetos da FNP
Ação do autríaco Friedemann Derschmidt, já vi isso em algum lugar…
Na entrada do evento os visitantes são convidados a adotar uma arvorezinha,
fofo né? É o Petgarden!Eu achei no site we make money not art, lá tem uma cobertura boa do evento:
parte 1, parte 2 e parte 3 – Refúgios urbanos.
mar 07.08 | forma e função

















