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	<title>esmero &#187; poem</title>
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		<title>pedra sobre pedra</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 20:39:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laura</dc:creator>
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<p>Em uma aula, sendo perguntado sobre o significado de &#8216;arte&#8217;, o Agnaldo Farias mencionou o poema &#8220;Catar Feijão&#8221; do João Cabral sobre como as coisas estão aí como pedras e os artistas as tornam visíveis. Segundo ele &#8220;o artista dá a ver o problema, traz à tona aquilo que fica submerso para outros&#8230;&#8221;. Logicamente foi lembrado em aula a &#8220;pedra no caminho&#8221; do Drummond, mas o que me veio à cabeça na hora foi a música do Caetano &#8220;If you hold a stone&#8221;.</p>
<p>Fui procurar alguma coisa sobre essa música e fiquei surpresa ao ler um trecho do <a href="http://www.scribd.com/doc/925673/caetano-veloso-verdade-tropical-pdf">Verdade Tropical </a>onde o Caetano fala que a música é uma homenagem ao trabalho da Lygia Clark. Achei curioso essas sincronias&#8230; pedras e arte. Abaixo o trecho do livro do Caetano e o poema Catar Feijão.</p>
<p class="bquote"> “</p>
<p>Lembro nitidamente a menção da palavra <strong>pedra</strong> na descrição que Sônia fez do que viu de Lygia numa grande exposição coletiva do MAMB que eu, não sei por quê, não visitei. Parece-me que ela &#8211; que estava terminando um quadro abstrato que me parecia belo e que a levava às lágrimas enquanto era pintado &#8211; se perguntou se valeria a pena abandonar o óleo, a tela e os pincéis e participar de uma exposição com um &#8220;saco plástico cheio de água com uma pedra em cima&#8221;. É curioso que eu tenha tal lembrança, pois não sei o que poderia Lygia estar expondo em Salvador em 63-4. Acho que a frase de Sônia era uma espécie de suposição exagerada, mas é curioso que o que Lygia veio a fazer (e que eu homenageei numa canção de 71 &#8211; &#8220;If you hold a stone&#8221; tenha tido tanto a ver com essa descrição.&#8221;<br />
[Caetano Veloso - Verdade Tropical]</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>1.<br />
Catar feijão se limita com escrever:<br />
joga-se os grãos na água do alguidar<br />
e as palavras na folha de papel;<br />
e depois, joga-se fora o que boiar.<br />
Certo, toda palavra boiará no papel,<br />
água congelada, por chumbo seu verbo:<br />
pois para catar esse feijão, soprar nele,<br />
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.</p>
<p>2.<br />
Ora, nesse catar feijão entra um risco:<br />
o de que entre os grãos pesados entre<br />
um grão qualquer, pedra ou indigesto,<br />
um grão imastigável, de quebrar dente.<br />
Certo não, quando ao catar palavras:<br />
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:<br />
obstrui a leitura fluviante, flutual,<br />
açula a atenção, isca-a como o risco.</p>
<p>[Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto]</p>
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