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mar 23.09 | mi calle su casa
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O sonho de uma cidade pública, dotada de espaços de encontros e trocas livres, é abandonado em favor do privilégio concedido ao ambiente privado pela globalização e as condições pós-modernas de desenvolvimeno do capitalismo” Amer Moustafa
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Usar o transporte público em vez do automóvel privado tem claramente consequências ambientais que impactam a vivibilidade da cidade. Mas não é só uma questão dos efeitos dessa decisão sobre a qualidade do ar que se respira. É também o impacto sobre os aspectos relacionais e de interação entre pessoas, e do nosso próprio relacionamento com a cidade.
Moro na Europa já há varios anos e recebo frequentemente visitas no Brasil. Certa vez recebi um amigo de São Paulo com seu sobrinho adolescente. Foi desconcertante perceber que o rapaz não sabia como se relacionar com a rua, demonstrando dificuldades em entender coisas simples como o funcionamento dos bilhetes do metrô, como atravessar a rua, como dividir a calçada com outros pedestres. Evidentemente ele cresceu quase sem contato direto com a cidade, não tendo portanto a vivência do tempo-espaço da rua que, vista sempre de dentro de um carro, é percebida como um lugar de passagem, mas não de convivência.”
Lara Penin no texto “Urbano todos os dias” que faz parte do Caderno SESC_Videobrasil 04 Ocupação do Espaço | *Esse caderno é bem bom, viu? Textos legais, entrevistas ótimas com a Renata Lucas e Oda Projesi.
LINKS:
Bicicletada Curitiba: A rua é de todos!
Apocalipse motorizado
Sustainable everyday
Oda Projesi ou Projeto Sala
release do Caderno SESC_Videobrasil 04 Ocupação do Espaço
fev 12.09 | Fanzinoteca ambulante

A Fanzinoteca ambulante é um projeto espanhol que tem como intenção divulgar publicações independentes e não comerciais. Os fanzines são conhecidos pela qualidade tosca, produzidos com baixo custo, na maioria com colagens e xerox. O mais legal é a ideia do módulo itinerante de consulta com os diversos fanzines e um móvel para eventos e atividades com um xerocão, tesouras, colas carimbos para quem quiser fazer o seu.Pra mim fanzine tem gostinho de infância, pré-adolescência, mas me deu super vontade de fazer colagens e repensar esse formato que é tão bacana e usar de veículo para alguma publicação. Me lembrou também Eloísa Cartonera… Gosto dessas ações baixo-custo, DIY, me deixa uma esperança de mundo melhor e de que estamos fazendo pequenas revoluções dentro desse sistema errado. Acho um absurdo não poder xerocar livros, sou a favor da cópia sim, acesso livre ao conhecimento!









